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Especial RH: Do Departamento Pessoal ao Recursos Humanos

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A evolução do setor e o que esperar do futuro? 

 por Renato Fazzolari

Antes e durante os anos de 1950, o cenário nacional era ainda muito provinciano, existiam poucas Indústrias de porte, as empresas em geral eram familiares e administravam de maneira primitiva e intuitiva. Para essas condições, o DP (Departamento do Pessoal) cuidava da Folha de Pagamento e das obrigações trabalhistas, e como era o departamento do PESSOAL, respondia também de maneira bem caseira às demais demandas que se referiam às pessoas, cuidavam de salários, aspectos de assistencialismo, disciplina etc.

A partir dos anos 1960, o país começou a se industrializar, principalmente pela vinda de muitas empresas internacionais, as quais trouxeram uma cultura mais profissionalizada, e menos familiar. O DP deles tinha um outro apelido, se chamava RI, ou seja, Relações Industriais, que foi o sucessor do DP e precursor do RH.

O RI já era bem mais estruturado, tinha os setores definidos de: Recrutamento e Seleção, Cargos Salários e Benefícios, Serviço Social, e como havia escassez de profissionais, introduziram o setor de Treinamento, e o nosso velho DP deixou seu protagonismo e passou a ser mais um integrante do jovem RI.

Para se ter uma ideia bem compacta de como as empresas procuravam atrair os profissionais, nos anúncios de emprego, realçavam que a empresa oferecia: restaurante, condução, assistência médica, seguro de vida, que era um grande diferencial positivo. Este é um ponto muito importante, que chamo a atenção, pois com a evolução do tempo, esses fatores continuam sendo um fator diferencial, só que negativo, para as empresas que nem isso oferecem.

Mas a denominação RI, dava a conotação de ser um departamento que só atendia a indústria, o que não correspondia com a realidade. E o restante da empresa? Também não era beneficiada por esses serviços? E também perceberam que a empresa não tinha como funcionar se não tivesse a força humana a trabalhar, daí que surgiu o título de RH (Recursos Humanos) que adotamos atualmente.

Mas, com essa resumida história, o que queremos demonstrar, é que não houve somente a mudança de nomenclatura de DP a RH, o que aconteceu foi uma significativa mudança de realidade, tudo evoluiu, os grandes desafios e conquistas da área aconteceram muito significativamente, o título RH (RECURSOS HUMANOS) teve de enfrentar fortes desafios em seu percurso, e vencê-los para se afirmar como um órgão vital para as organizações.

O que se percebe claramente é que neste curto espaço de tempo, dos anos 60 aos anos atuais, o progresso forçou fortes e contínuas mudanças na realidade do país, e exigiu muita inteligência, e coragem e profissionalização para o RH se adaptar a essas exigências, e o que fica mais claro ainda é que essas mudanças continuarão ainda mais agressivas e rápidas.

Dentro deste contexto, as perguntas que necessitam de respostas objetivas, são: Será que os profissionais da área, e os empresários se aperceberam que a única constância que a área de RH tem enfrentado em toda a sua caminhada foram as mudanças? Se já se despertaram que após a última grande mudança, que foi a pandemia, a próxima grande mudança que apenas está começando é a IA (Inteligência Artificial)? E tomaram ciência do crescimento e importância que o RH terá de assumir nesse novo cenário? E ainda, como, e o que os profissionais da área estão fazendo para enfrentar essa nova realidade?

 

*Renato Fazzolari é fundador da AGRHO Headhunting, psicólogo, terapeuta transpessoal, escritor, articulista da UDOP, palestrante e conferencista em congressos e seminários. Ex-Gerente e Diretor de Recursos Humanos em empresas nacionais e multinacionais.

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