Home Últimas Notícias Cocal amplia moagem em 5,7% na safra 2025/26 e registra EBITDA de R$ 1,07 bilhão até dezembro
Últimas NotíciasDestaque

Cocal amplia moagem em 5,7% na safra 2025/26 e registra EBITDA de R$ 1,07 bilhão até dezembro

Compartilhar
Companhia processou 7,8 milhões de toneladas de cana nos nove primeiros meses da safra e ampliou produção de etanol e exportação de energia

A Cocal encerrou os nove primeiros meses da safra 2025/26 com moagem de 7,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, volume 5,7% superior ao registrado no mesmo período da safra anterior. De acordo com o relatório de resultados divulgado pela companhia no final de abril, o desempenho refletiu principalmente condições climáticas mais favoráveis a partir do segundo trimestre da safra, com menor volume de chuvas, elevando a disponibilidade operacional e permitindo a recuperação do atraso causado pelas precipitações acima da média registradas no início do ciclo.

No terceiro trimestre da safra 2025/26, a companhia processou 1,4 milhão de toneladas de cana, avanço de 45,3% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Segundo o relatório, o TCH da cana própria atingiu 74,6 toneladas por hectare no acumulado dos nove primeiros meses da safra, crescimento de 6,2% frente ao mesmo período do ciclo anterior. O ATR da cana apresentou retração de 2,4%, para 133,8 kg por tonelada, enquanto o TAH alcançou 10 toneladas por hectare, aumento de 3,6% na comparação anual.

De acordo com a companhia, o desempenho agrícola decorre principalmente dos investimentos realizados em renovação e manutenção do canavial nas safras anteriores, com foco em manejo e adoção de novas tecnologias, além de condições climáticas mais favoráveis ao desenvolvimento da matéria-prima em relação ao ano anterior.

Em função do maior volume de moagem combinado ao ganho de produtividade, o volume total de ATR produzido no acumulado da safra atingiu 1,084 milhão de toneladas, aumento de 2,4% frente ao mesmo período da safra passada, conforme o relatório.

Na produção, a companhia registrou 629 mil toneladas de açúcar nos nove primeiros meses da safra, volume praticamente estável em relação ao mesmo período da safra anterior, com leve retração de 0,5%. Já a produção de etanol anidro alcançou 168 mil metros cúbicos, avanço de 7,9%, enquanto a produção de etanol hidratado somou 79 mil metros cúbicos, crescimento de 5,7%.

A exportação de energia elétrica atingiu 346 mil MWh no acumulado da safra, aumento de 7,2% em relação ao 9M25.

Segundo a companhia, o mix de produção destinado ao açúcar atingiu 64% no acumulado da safra, redução de 1 ponto percentual frente ao mesmo período da safra anterior. No terceiro trimestre isoladamente, o mix açúcar recuou para 51%, ante 67% registrados no 3T25. De acordo com o relatório, esse movimento refletiu maiores oportunidades de preços para o etanol no período, em contraste com a dinâmica observada nos trimestres anteriores.

Na área financeira, a receita operacional líquida acumulada da safra 2025/26 somou R$ 1,93 bilhão, recuo de 2,7% em relação ao mesmo período da safra anterior. Conforme a companhia, o resultado foi positivamente influenciado pelo crescimento das receitas com etanol anidro e energia elétrica, além da melhora dos preços médios do etanol, sendo parcialmente compensado pela menor receita com açúcar, decorrente da redução do volume comercializado e do preço médio das vendas.

A receita líquida com açúcar totalizou R$ 1,19 bilhão no acumulado da safra, queda de 10,1% frente ao 9M25. Segundo o relatório, o resultado refletiu redução de 6,3% no volume comercializado, aliada à retração de 4,1% no preço médio das vendas.

Já a receita líquida com etanol anidro somou R$ 417,2 milhões, crescimento de 23,1% em relação ao mesmo período da safra anterior, impulsionada pelo aumento de 11,9% no volume comercializado e pela elevação de 10% no preço médio das vendas.

O EBITDA ajustado acumulado atingiu R$ 1,069 bilhão, com margem EBITDA ajustada de 55,4%. De acordo com a companhia, o resultado ficou 10,1% abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior. O lucro líquido acumulado somou R$ 153,7 milhões, retração de 42,9%, com margem líquida de 8%.

No terceiro trimestre isoladamente, a companhia registrou EBITDA ajustado de R$ 360,1 milhões, crescimento de 29,4% frente ao 3T25. O lucro líquido do período alcançou R$ 96,9 milhões, ante R$ 3,8 milhões registrados no mesmo trimestre da safra anterior.

Conforme o relatório, os investimentos da companhia totalizaram R$ 1,72 bilhão no acumulado da safra até dezembro, crescimento de 74,5% frente ao mesmo período da safra anterior. Segundo a empresa, os desembolsos foram direcionados principalmente para renovação do canavial, tratos culturais, ampliação da capacidade produtiva, projetos de biogás e aquisição de ativos.

Entre os destaques do período, a companhia informou a aquisição de duas unidades industriais localizadas no Mato Grosso do Sul, atualmente denominadas Cocal Passa Tempo Agroindustrial S.A. e Cocal Rio Brilhante Agroindustrial S.A. Segundo a empresa, a operação reforça a estratégia de expansão da base industrial e ampliação da capacidade produtiva na região Centro-Oeste.

A dívida líquida ajustada encerrou dezembro de 2025 em R$ 3,38 bilhões, ante R$ 1,61 bilhão registrados em março de 2025. De acordo com a companhia, o aumento do endividamento decorreu principalmente das novas captações realizadas por meio de emissões de debêntures e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), destinadas ao financiamento das aquisições concluídas no período.

Compartilhar

Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Relatora do PLP dos combustíveis pode incluir subvenção para setor da cana afetado pelo tarifaço

Nesta sexta-feira (8), o setor canavieiro do NE, afetado significativamente pelo tarifaço...

Últimas Notícias

Petróleo avança com moderação após novos enfrentamentos em Ormuz

As cotações do petróleo fecharam com leve alta nesta sexta-feira, 8, sem...

açucar
AçúcarMercadoÚltimas Notícias

Força do real frente ao dólar sustenta alta do açúcar nas bolsas internacionais

Valorização da moeda brasileira reduz competitividade das exportações e dá suporte aos...

Últimas Notícias

Com IPO da Compass, Cosan levanta ao menos R$ 2 bilhões para calibrar dívidas

No primeiro IPO na B3 em mais de quatro anos, empresa de...