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“Quem ama a terra, não chama o fogo”: o cuidado como manifestação coletiva

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O fogo não respeita divisas. Ele não diferencia o campo da cidade, a lavoura do bioma, a área de preservação da infraestrutura essencial. Quando uma chama surge no horizonte rural, o impacto não é isolado; é uma cicatriz compartilhada por toda a sociedade. Diante dessa realidade, enfrentamos uma pergunta fundamental: como transformar a prevenção de incêndios em um compromisso comportamental, e não apenas em uma tarefa operacional?

Acredito que o caminho passa por entender que a prevenção de incêndios é um exercício contínuo de cidadania e respeito ao próximo, pois cada atitude individual pode fazer toda a diferença no desfecho da temporada.

Nesse contexto, a campanha anual de prevenção a incêndios da Raízen, “Quem ama a terra, não chama o fogo”, chega a sua sexta edição com uma missão clara: transformar a informação em mobilização real e duradoura.

O sucesso desta iniciativa depende diretamente da colaboração dos cidadãos. Atitudes aparentemente simples — como o descarte correto de resíduos, a limpeza de terrenos, o cuidado para não jogar bitucas de cigarro em áreas de vegetação e o alerta imediato ao avistar um foco — são importantíssimas para a preservação do meio ambiente e a segurança das comunidades.

Este movimento consciente está profundamente conectado aos valores da Raízen. Atuamos sob a premissa de que a segurança vem sempre em primeiro lugar. Somamos a isso a integridade na execução dos protocolos, a colaboração entre times e parceiros e, principalmente, a simplificação: o foco em fazer o “básico bem feito”, todos os dias. Afinal, o zelo deve ser uma constante.

A Raízen, entretanto, não atua sozinha, e nem poderia. A complexidade do combate ao fogo exige uma rede de cooperação genuína. Quando vemos o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil, polícias e empresas parceiras unindo forças com a comunidade, estamos presenciando a construção de uma responsabilidade compartilhada. É uma articulação que transcende o campo, alcançando também as cidades.

Para dar suporte a esse esforço humano, a tecnologia surge como uma aliada estratégica. O uso de inteligência artificial, sensores e monitoramento via satélite nos permite ter uma visão de precisão, identificando riscos de forma preditiva em mais de 430 mil hectares. Hoje, monitoramos nossas áreas 24 horas por dia, integrando análises meteorológicas e softwares para mitigar ameaças. A robustez tecnológica, por sua vez, é sustentada por uma brigada composta por mais de 238 veículos e um time de quase 2 mil colaboradores, entre brigadistas dedicados e suporte logístico.

Por fim, entendemos que o sucesso desta jornada não é medido apenas pelo tempo de resposta ou pela área preservada, mas pela semente que plantamos no campo da educação. Neste ano, levaremos atividades educativas e palestras de especialistas a mais de 20 cidades, mobilizando milhares de pessoas. Precisamos falar com os estudantes, com os produtores, com os moradores, reforçando que a terra que nos move é a mesma que exige o nosso respeito e união.

Se o fogo é uma ameaça que se espalha rápido, nossa conscientização deve ser um movimento ainda mais veloz. Queimar não é uma opção; cuidar é um dever de todos nós. É através da responsabilidade compartilhada e de uma execução consistente que protegemos o presente, cuidamos do que é essencial e garantimos a continuidade sustentável das nossas operações e o bem-estar da sociedade.

*Hamilton Jordão, gerente de Operações Agrícolas da Raízen

 

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Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

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