Os preços do açúcar fecharam em queda nesta sessão, pressionados principalmente pelo avanço da produção na região Centro-Sul do Brasil, maior produtora global da commodity, além de perspectivas mais favoráveis para a oferta mundial.
O açúcar bruto com vencimento em julho, negociado em Nova York (SBN25), fechou em queda de 0,20 centavo de dólar, ou 1,34%, a 14,70 centavos de dólar por libra-peso. Já o açúcar branco com vencimento em agosto (SWQ25) recuou US$ 2,60, ou 0,58%, encerrando o pregão a US$ 447,30 por tonelada.
Segundo dados recentes do setor, a produção de açúcar no Centro-Sul vem apresentando forte recuperação nesta safra, impulsionada pelo aumento da moagem e pela melhora na qualidade da matéria-prima. O movimento reforçou a percepção de maior disponibilidade de açúcar no curto prazo e ampliou a pressão sobre os contratos futuros negociados em Nova York e Londres.
Outro fator baixista para o mercado veio do setor de combustíveis. A recente fraqueza nos preços da gasolina e do petróleo reduziu a competitividade do etanol em relação ao açúcar, cenário que tende a estimular um direcionamento maior da cana para a produção da commodity pelas usinas brasileiras.
Além do Brasil, o mercado também acompanha o aumento das exportações da Tailândia, um dos principais exportadores globais de açúcar, reforçando as expectativas de uma oferta mais confortável no mercado internacional.
No cenário global, a Organização Internacional do Açúcar (ISO) elevou recentemente sua estimativa de superávit mundial para a safra 2025/26. A entidade passou a projetar excedente de 2,2 milhões de toneladas, com produção global recorde de 182 milhões de toneladas, alta de 3,5% na comparação anual.
Apesar da pressão de curto prazo, agentes do mercado seguem monitorando possíveis impactos climáticos relacionados ao El Niño, que pode afetar importantes produtores globais, como Brasil, Índia e Tailândia nos próximos meses.
De acordo com analistas, o mercado continua acompanhando a evolução da safra brasileira, considerada o principal fator de direção para os preços neste momento, além do comportamento do mix de produção entre açúcar e etanol ao longo dos próximos meses.
Com informações da Barchart



