Os contratos futuros de açúcar bruto negociados na ICE atingiram a maior cotação em um ano nesta quarta-feira, 12, superando 17 centavos de dólar por libra-peso, devido a persistentes preocupações com o clima, antes de recuarem no final da sessão.
O açúcar bruto para entrega em outubro fechou em queda de 0,31 centavo de dólar, ou 1,9%, a 16,42 centavos de dólar por libra-peso, após ter atingido sua maior cotação desde junho de 2025, a 17,11 centavos de dólar por libra-peso, no início da sessão.
O Rabobank afirmou que o mercado está preocupado com o fato de que os dias perdidos de colheita no Brasil, principal produtor, em junho e, em parte, em julho, tenham aumentado os riscos de que mais cana-de-açúcar não seja colhida.
A perda na colheita se deve às chuvas excessivas associadas ao fenômeno El Niño, que, segundo participantes do setor, também está prejudicando o teor de açúcar total recuperável (ATR) na cana brasileira.
Além disso, o mercado está apreensivo com a atualização desta quinta-feira do serviço meteorológico dos Estados Unidos sobre o El Niño, afirmou o Rabobank, observando também que as chuvas na Índia, segundo maior produtor, permanecem 11,7% abaixo do normal devido ao fenômeno climático.
Por sua vez, o contrato mais ativo de açúcar branco caiu 0,9%, para US$ 506,90 por tonelada, após ter atingido sua maior cotação desde abril de 2025, a US$ 520,90 por tonelada.
Reuters| May Angel e Marcelo Teixeira




