Contratos subiram 0,49% e 0,48%, respectivamente, mas aumento da produção indiana e desvalorização do real continuam pressionando o mercado
Os preços futuros do açúcar encerraram a quinta-feira (5) em alta nas bolsas de Nova York e Londres, favorecidos pelo enfraquecimento do dólar e pela valorização de aproximadamente 2% do petróleo WTI. Segundo a Barchart, os movimentos estimularam a cobertura de posições vendidas nos contratos futuros da commodity, permitindo uma recuperação das cotações após as perdas recentes.
Na bolsa de Nova York, o contrato do açúcar bruto com vencimento em março de 2027 avançou 0,49%, equivalente a 0,09 centavo de dólar por libra-peso, encerrando a sessão a 18,56 centavos de dólar por libra-peso. Em Londres, o açúcar branco para dezembro de 2026 registrou valorização de 0,48%, ou US$ 2,40, fechando a US$ 499,90 por tonelada.
Apesar da recuperação, os preços do açúcar acumulam uma trajetória de queda nas últimas três semanas. Na terça-feira (3), o açúcar bruto em Nova York atingiu o menor nível em cinco semanas, enquanto Londres recuou, na quarta-feira (4), ao menor patamar em três meses. O movimento tem sido influenciado principalmente pelas perspectivas de maior oferta global, diante do avanço da produção indiana.
Segundo a Federação Nacional das Cooperativas de Usinas de Açúcar da Índia, a produção do país alcançou 845 mil toneladas até o final de outubro, volume mais de oito vezes superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
A Associação Indiana de Fabricantes de Açúcar e Bioenergia (ISMA) informou que a safra 2026/27 começou dentro do cronograma previsto, com aproximadamente 107 usinas iniciando as operações de moagem. A entidade também destacou que os estoques de passagem da temporada 2025/26, estimados em 3,6 milhões de toneladas, asseguram uma posição confortável de abastecimento.
Por outro lado, as condições climáticas continuam sendo um fator de atenção para a produção indiana. Entre junho e setembro, as precipitações durante o período das monções ficaram 12,6% abaixo da média, no menor volume registrado em 11 anos.
Outro fator de pressão sobre o mercado é a desvalorização do real brasileiro frente ao dólar. Segundo a Barchart, a moeda brasileira atingiu, na segunda-feira (2), o menor nível em dez meses e uma semana, movimento que aumenta a atratividade das exportações de açúcar do Brasil e pode estimular as vendas externas, ampliando a disponibilidade da commodity no mercado internacional.
Com informações da Barchart



