Home Últimas Notícias Açúcar avança com preocupações sobre clima, mas projeções de oferta limitam ganhos
Últimas Notícias

Açúcar avança com preocupações sobre clima, mas projeções de oferta limitam ganhos

Compartilhar

Contratos fecharam em alta com mercado atento aos riscos do El Niño para a produção em Brasil, Índia e Tailândia

Os contratos futuros do açúcar encerraram a quarta-feira em alta nas bolsas internacionais, impulsionados pelas preocupações com os impactos das condições climáticas sobre a produção global. O contrato do açúcar bruto com vencimento em outubro, negociado na ICE de Nova York, fechou cotado a 14,99 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o açúcar branco para outubro, negociado em Londres, encerrou o dia a US$ 476,30 por tonelada.

Segundo análise da Barchart, o mercado segue sustentado pelos riscos climáticos associados ao desenvolvimento do El Niño, que pode reduzir as chuvas em importantes regiões produtoras de açúcar, como Brasil, Índia e Tailândia. A preocupação aumentou após a confirmação do fenômeno pela Agência Meteorológica do Japão e diante das previsões de uma temporada de monções mais fraca na Índia.

Outro fator de sustentação para os preços é o menor direcionamento de cana para a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil. Dados da UNICA mostram que, até maio, a produção acumulada de açúcar na região atingiu 6,838 milhões de toneladas, volume 2% inferior ao registrado no mesmo período da safra anterior. No período, a participação da cana destinada à fabricação de açúcar recuou para 41,42%, enquanto a destinada à produção de etanol aumentou para 58,38%.

Projeções de superávit seguem pressionando o mercado

Apesar do viés de alta observado nas últimas sessões, o mercado continua encontrando resistência nas estimativas de ampla oferta para a safra 2025/26.

A Organização Internacional do Açúcar (ISO) projeta produção global recorde de 182 milhões de toneladas na temporada e elevou sua estimativa de superávit mundial para 2,2 milhões de toneladas, ante previsão anterior de 1,22 milhão de toneladas. Para a safra 2026/27, entretanto, a entidade prevê uma redução da produção global para cerca de 180 milhões de toneladas e um déficit de 262 mil toneladas, cenário atribuído aos possíveis impactos do El Niño sobre as lavouras da Índia e da Tailândia.

Também para a safra 2026/27, consultorias de mercado vêm reduzindo suas estimativas de oferta. A StoneX projeta déficit global de 550 mil toneladas, enquanto a Covrig Analytics reduziu sua estimativa de superávit para 100 mil toneladas. Já a Czarnikow passou a prever um déficit de 100 mil toneladas, refletindo a maior destinação de cana para a produção de etanol no Brasil.

Compartilhar
Artigo Relacionado
Últimas NotíciasDestaqueOpiniãoPopular

Especial RH: Desafio x Automotivação

O que na verdade te impulsiona para crescer na vida?  por Renato...

Últimas Notícias

Be8 apresenta biocombustível que substitui 100% do diesel fóssil e reduz emissões

Be8 BeVant pode ser utilizado em veículos e equipamentos com motores do...

Últimas Notícias

Plano de Fertilizantes deve ampliar demanda por tecnologia na produção nacional

Meta de reduzir dependência das importações para 70% até 2030 coloca eficiência,...

Últimas Notícias

Decreto da subvenção da cana é publicado e AFCP, Asplan/PB e Asplana/AL se reúnem na Conab para operacionalizar pagamento

Nesta quarta-feira (12), as associações canavieiras dos três maiores estados produtores de...