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Açúcar: China reduz importação em 100 mil toneladas

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Relatório semestral do USDA trouxe um cenário de mercado relativamente delicado para a China ao longo da próxima safra 2022/23, mostrando que a produção interna deve subir em função do aumento das safras de beterraba e de cana-de-açúcar, que ocorre em função do clima favorável ao cultivo destas culturas na China.

De acordo com Maurício Muruci, da Safras & Mercado, em sua coluna, isto ocorre de forma muito padronizada na Ásia visto que as condições de clima favorável também são observas sobre a Índia e sobre a Tailândia. “Além disso o USDA reporta que o relaxamento das medidas de afastamento social também contribui para o crescimento na demanda interna”, disse.

Ainda de acordo com ele, a produção da China deve avançar 4,17% ao longo da safra nova 2022/23, ou 400 mil toneladas ao sair de 9,60 para 10,00 milhões de toneladas.

“O detalhe é que o crescimento na produção é em grande parte absorvido pelo aumento da demanda interna que deve evoluir 300 mil toneladas, ou 1,94%, ao sair de 15,50 para 15,80 milhões de toneladas”, afirma Muruci.

Mesmo assim, de acordo com ele, a China continua em uma condição intensa de déficit entre oferta e demanda que deve passar de -5,90 para -5,80 milhões de toneladas entre a safra atual e a próxima temporada 2022/23. “Ainda assim há uma queda nas importações de 100 mil toneladas, ou 2,22%, que devem sair de 4,50 para 4,40 milhões de toneladas.”

A pressão recai sobre os estoques que devem iniciar a próxima temporada com perdas de 27%, ou 1,49 milhão de toneladas ao sair de 5,34 para 3,85 milhões de toneladas. Já os estoques finais da safra nova, de acordo com Muruci, devem ter uma queda ainda maior, de 39%, ou 1,50 milhão de toneladas, ao sair de 3,85 para 2,34 milhões de toneladas.

Alta do açúcar

Com a queda nos estoques e a alta na demanda interna a relação Estoque/Consumo despenca 10 pontos porcentuais passando de 24,86% para 14,86%, sendo a menor dos últimos 20 anos. A Safras & Mercado alerta que a tendência da China em recompor seus estoques fortemente depreciados em um cenário de alta na demanda deve formar um vetor de alta nos próximos anos no mercado.

Além disso, Muruci alerta que o PIB da China tem apresentado níveis satisfatórios de crescimento dentro do “Novo Normal” estipulado pelo governo do país. De 2020 para 2021 o crescimento anual no PIB fora de 8,1% ao passo que os ganhos trimestrais no comparativo anual de 2021 foram respectivamente de +18,3%, +7,9%, +4,9% e +4,0% do primeiro ao quarto trimestre de 2021. Já em 2022 o primeiro trimestre apresentou ganho anual de 4,8%.

“Logo, a China, mantendo padrões moderados de alta no PIB em meio a redução dos riscos macros junto ao andamento das reformas locais, coloca o país dentro de uma condição sustentável de aumento na demanda interna por açúcar a qual, demandará do mercado internacional tanto a recomposição dos estoques de depreciados quanto a recuperação da relação Estoque/Consumo que se mostra a menor que se tem notícia da série histórica dos últimos 20 anos”, afirmou em coluna publicada no Money Times.

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