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Os contratos futuros do açúcar fecharam em baixa nesta quinta-feira (19) nas bolsas internacionais. O dia foi marcado por uma ampla liquidação de investidores após fracos sinais da macroeconomia e pela preocupação com aumento de casos de Covid-19, segundo apurou a Reuters.

Em Nova York, na ICE, o açúcar bruto fechou, no vencimento outubro/21, contratado em 19,79 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 38 pontos no comparativo com a véspera, ou 1,9%. Já a tela março/22 recuou 37 pontos, negociada a 20,41 cts/lb. Os demais contratos caíram entre 8 e 28 pontos.

Ainda segundo a Reuters, o petróleo fechou abaixo dos 66 dólares o barril, uma mínima desde maio, pressionado por preocupações com fraca demanda resultando de um aumento nos casos de Covid-19, assim como a força do dólar dos Estados Unidos e o surpreendente aumento de estoques de gasolina dos EUA.

“Os fracos preços do complexo de energia podem levar a mais uso de cana-de-açúcar para produzir açúcar ao invés do biocombustível etanol“, destacaram analistas ouvidos pela Agência Internacional de Notícias.

A queda só não foi maior pelo fato do mercado ainda estar sustentado pela previsão reduzida de produção no Brasil. “O Brasil cortou a sua previsão para produção de açúcar e etanol de 2021/22 na região centro-sul do país, com chuvas insuficientes e um inverno excepcionalmente rigoroso tendo um impacto na produtividade”.

Em Londres o açúcar branco também fechou no vermelho nesta quinta-feira (19) em todos os lotes. O vencimento outubro/21 foi contratado a US$ 494,50 a tonelada, recuo de 10 dólares no comparativo com quarta-feira. A tele dezembro/21 desvalorizou 9,10 dólares. Os demais lotes caíram entre 90 cents e 8,30 dólares.

O mercado doméstico por sua vez fechou em forte alta pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. Ontem, a saca de 50 quilos do tipo cristal foi negociada a R$ 133,91, contra R$ 130,95 da véspera, valorização de 2,26% no comparativo entre os dias.

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