Chuvas limitaram a colheita da cana e reduziram a oferta do adoçante, enquanto compradores permanecem à espera de preços mais baixos
Os preços do açúcar cristal branco apresentaram leve recuperação na semana passada no mercado paulista, à vista, após as chuvas limitarem a colheita da cana-de-açúcar e, consequentemente, reduzirem a oferta do adoçante. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), apesar da alta, compradores seguem resistentes à realização de negócios, na expectativa de preços mais baixos, mantendo a liquidez reduzida.
O movimento ocorre após uma semana em que as cotações do açúcar cristal branco seguiram em queda no mercado paulista em meio à baixa liquidez. Na ocasião, pesquisadores do Cepea observaram que, embora as chuvas também tenham reduzido o ritmo de colheita da cana, o volume de açúcar disponível foi suficiente para manter o movimento baixista, uma vez que os compradores permaneceram retraídos.
Segundo o Cepea, a percepção de oferta relativamente abundante segue presente no mercado. Agentes consultados pelo Centro de Pesquisas apontam a expansão do etanol de milho e a alta capacidade instalada de produção de açúcar no Centro-Sul como fatores que limitam reações mais firmes dos preços do adoçante.
Na semana anterior, dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) indicaram recuo de 25% na produção de açúcar no Centro-Sul na segunda quinzena de maio frente ao mesmo período do ano anterior, para 2,19 milhões de toneladas, acompanhando a redução da moagem no período. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse resultado refletiu tanto as chuvas acima da média em parte de São Paulo e de Mato Grosso do Sul quanto o maior direcionamento da cana para a produção de etanol.



