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Açúcar cristal recua em dezembro mesmo com maior liquidez no mercado paulista

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Após esboçarem uma reação no final de novembro, os preços do açúcar cristal branco voltaram a cair nos primeiros dias de dezembro no estado de São Paulo. Na parcial do mês (até 5/12), o Indicador CEPEA/ESALQ (cor Icumsa 130–180) acumula baixa de 1%, retornando ao patamar de R$ 107,00 por saca de 50 kg.

Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento de queda ocorreu mesmo em um ambiente de maior liquidez: a indústria intensificou as compras no mercado spot paulista, antecipando a demanda do período de festas. Ainda assim, essa atuação ocorreu com forte estratégia de barganha, em razão da oferta relativamente abundante do produto.

Do lado da oferta, tanto usinas quanto atacadistas têm evitado carregar estoques elevados durante a entressafra, comportamento reforçado pelo custo financeiro de estocagem em um cenário de juros altos. De acordo com o Cepea, esse contexto incentiva vendas antecipadas, mesmo a preços menos favoráveis, contribuindo para pressionar as cotações.

Na semana anterior, o mercado já havia mostrado sinais de volatilidade. Em 25 de novembro, o Indicador CEPEA/ESALQ registrou o menor valor da safra 2025/26, a R$ 105,52/sc. Nos dias seguintes, houve recuperação parcial, e o mês terminou na casa dos R$ 108/sc. Mesmo assim, novembro encerrou com queda acumulada de 4,53%. Segundo pesquisadores do Cepea, as desvalorizações refletiram maior cautela por parte dos compradores, possivelmente antecipando maior disponibilidade de produto com o avanço da safra 2025/26 e a continuidade da moagem em diversas regiões produtoras.

A produção brasileira segue robusta, com o Centro-Sul processando volumes expressivos de cana-de-açúcar apesar dos desafios climáticos do início da safra. Outro fator citado pelos pesquisadores do Cepea é a decisão de muitas usinas de priorizar a produção de açúcar em relação ao etanol, ampliando a oferta disponível no mercado interno e intensificando a pressão sobre os preços.

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Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

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