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A quarta-feira (27) foi de alta nas cotações do açúcar nas bolsas internacionais, que refletiram os números da quebra de safra na principal região produtora do Brasil, o Centro-Sul, que sofreu com geadas consecutivas e a pior seca em décadas nos meses de julho e agosto. Segundo analistas ouvidos pela Reuters, a produção na região caiu bruscamente na primeira quinzena de outubro.

“O impacto cumulativo da seca prolongada e várias geadas estava presente na forma de menor processamento da cana e menor recuperação do açúcar. Mas tanto o processamento quanto a recuperação foram ainda piores do que o esperado”, disse o analista Tobin Gorey, do Commonwealth Bank of Australia, em nota divulgada pela Reuters.

Em Nova York, na ICE Future, os contratos futuros com vencimento março/22 foram comercializados a 19,70 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 4 pontos no comparativo com a véspera. Já a tela maio/22 subiu 5 pontos, negociada a 19,31 cts/lb. Os demais contratos subiram entre 3 e 11 pontos.

Em Londres, na ICE Europe, o açúcar branco valorizou 7,20 dólares no vencimento dezembro/21, com negócios firmados em US$ 518,50 a tonelada. Já a tela março/22 foi contratada a US$ 507,50 a tonelada, alta de 2,90 dólares. Os demais lotes subiram entre 1 e 2,20 dólares.

No mercado doméstico o açúcar cristal voltou a subir nesta quarta-feira pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 149,31 contra R$ 148,70 a saca de terça-feira, valorização de 0,41% no comparativo entre as datas.

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