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Açúcar: mercado aguarda decisão de aumento de cota de etanol indiano

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O mercado mundial de açúcar aguarda a decisão do governo indiano sobre a solicitação de aumento da cota para fabricação de etanol a partir do melaço -B. Até o momento, a indicação é que, caso haja maior volume de cana do que o estimado, o excedente seja direcionado para o programa de etanol. A informação é do último relatório do Itaú BBA.

Para os próximos meses, segundo o banco, é esperado que os embarques de açúcar provenientes da produção da região Centro-Sul continuem fortes, visto que as chuvas em janeiro continuam abaixo da média histórica para o período.

“Tal fato, alivia o fluxo de comercialização, dado que não é previsto que haja exportação de açúcar pela Índia e redução no volume de Tailândia, que são os principais fornecedores neste período”, afirmaram os analistas do Itaú BBA.

Sobre a safra na região Centro-Sul, segundo dados da Unica, nos primeiros 15 dias de janeiro 25 unidades continuaram
operando, sendo 10 de processamento de cana, 7 produtoras de etanol a partir do milho e 8 usinas flex. No final da quinzena 2 unidades encerraram a colheita e, é previsto que mais 4 encerrem nos últimos 15 dias de janeiro. O destaque vai para a produtividade, pois, segundo o CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), o mês de dezembro apresentou 81 toneladas por hectare, 16% acima do mesmo período de 2022/23, e o acumulado da safra atingiu 87,6 toneladas de cana por hectare frente aos 77,2 na safra anterior. “Com base nestas informações, é possível que haja cana bisada, e que as usinas possam antecipar o início de safra para março/24”, previram os analistas.

Em relação à safra indiana, há notícias que a ISMA solicitou ao governo indiano a liberação de uma nova cota de produção de etanol a partir do melaço-B de 1 a 1,2 milhão de toneladas. A cota atual é de 1,7 milhão de toneladas e, caso seja aprovada a nova solicitação, totalizaria 2,7 a 2,9 milhões de toneladas direcionadas para a produção de etanol.

Segundo os analistas do banco, esta solicitação foi requerida dadas as produções das maiores regiões de cana, Maharashtra e Karnataka, que têm apresentado produtividades maiores do que o esperado incialmente. “O mercado de NY não apresentou grandes variações, pois acredita-se que o volume adicional de produção de açúcar seja de fato direcionado para o programade etanol do país.”

Preços recuperaram nos últimos dias de janeiro

Do lado da oferta, a região Centro-Sul vem reduzindo a produção com o final da colheita, e na Índia algumas regiões apresentando produtividades melhores do que o esperado anteriormente, porém ainda 5,3%menor que a safra 2022/23.

Em NY, a tela de mar/24 fechou em cUSD 23,77/lp (26/01), aumento de 15,8% comparado com o mês anterior (26/12). A
valorização dos preços de açúcar na penúltima semana de janeiro, segundo o analistas do banco, pode ter sido ocasionada pela correção técnica, após a forte queda em dezembro, impulsionada pelo movimento de saída da posição comprada pelos fundos especulativos, em função das notícias mais otimistas no cenário macroeconômico, e oferta de açúcar mais apertada na Ásia.

Na Europa, o destaque é a safra de beterraba da França, que se encaminha para sua finalização. Mesmo o país tendo enfrentando intempéries climáticas, o Ministério da Agricultura francês aumentou a estimativa de produção saindo de 3,9 para 4,2 milhões de toneladas, mas ainda está dependente dos resultados de janeiro e meados de fevereiro, quando a safra encerrará.

Na região Centro-Sul, a UNICA (União das Indústrias de Cana de Açúcar e Bioenergia) divulgou o relatório referente a 1ª
quinzena de dezembro, com moagem 152% acima da mesma quinzena da safra anterior. No acumulado, o volume de cana
processado atingiu os 645 milhões de toneladas e açúcar 42 milhões de toneladas, 18,9% e 25,5% maiores do que 2022/23, respectivamente.

Natália Cherubin para RPAnews
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