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Açúcar recua com dólar forte e maior oferta no Brasil

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Mercado acompanha avanço da moagem no Centro-Sul e valorização da moeda norte-americana, enquanto restrição das exportações indianas limita perdas

Os preços do açúcar recuaram nesta quinta-feira no mercado internacional pressionados pela valorização do dólar e por sinais de aumento da oferta brasileira no início da safra 2026/27. O açúcar bruto com vencimento julho, negociado em Nova York, caiu 2,5%, encerrando cotado a 14,99 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o açúcar branco negociado em Londres recuou 2,7%, para US$ 442,90 por tonelada.

A valorização do índice do dólar para o maior nível em duas semanas estimulou liquidação de posições compradas nos contratos futuros da commodity. O movimento também foi acompanhado por expectativas de forte crescimento da produção no Centro-Sul do Brasil.

Levantamento da S&P Global Commodity Insights aponta que a produção de açúcar na segunda quinzena de abril deve ter avançado 72,7% na comparação anual, impulsionada pelo aumento da moagem de cana-de-açúcar na região.

O crescimento da moagem também deve refletir em maior produção de etanol no período. Apesar de as usinas terem priorizado o biocombustível no início da safra, diante da maior rentabilidade do etanol em relação ao açúcar, o mercado avalia que o setor poderá ajustar o mix de produção para processar o maior volume de cana disponível.

Mesmo com a pressão sobre os preços, o mercado segue encontrando suporte em perspectivas de déficit global de açúcar para a safra 2026/27. Entre os fatores que limitaram perdas nesta quinta-feira está a decisão da Índia de suspender exportações de açúcar até 30 de setembro de 2026, em medida adotada para controlar os preços domésticos.

Além disso, consultorias e instituições de mercado vêm reduzindo projeções de superávit global. A Datagro elevou sua estimativa de déficit global de açúcar em 2026/27 para 3,17 milhões de toneladas, enquanto a StoneX projeta déficit de 550 mil toneladas na próxima safra.

O cenário também continua influenciado pelas perspectivas de menor produção brasileira ao longo do ciclo. Dados recentes da Unica mostraram queda de 11,9% na produção de açúcar na primeira quinzena de abril, enquanto o mix açucareiro recuou para 32,9%, contra 44,7% registrados no mesmo período da safra anterior.

Com informações da Barchart e Reuters

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