Os preços do açúcar encerraram a sexta-feira, 14, em queda nas bolsas internacionais, pressionados por um movimento de realização de lucros após as cotações atingirem, no meio da semana, as maiores máximas dos contratos mais próximos em cerca de um ano e três meses. Apesar do recuo, as perspectivas de menor oferta global seguem dando sustentação ao mercado, com a Czarnikow projetando um déficit mundial de 2,9 milhões de toneladas para a safra 2027/28.
Na ICE Futures US, em Nova York, o contrato do açúcar bruto com vencimento em outubro fechou a sessão em 16,60 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,22 centavo, ou 1,31%. Em Londres, o contrato de outubro do açúcar branco recuou US$ 6,70, equivalente a 1,29%.
Segundo análise da Barchart, a queda ocorreu em meio a uma aparente liquidação de posições compradas antes do fim de semana. Na quarta-feira, tanto o açúcar bruto negociado em Nova York quanto o açúcar branco em Londres haviam alcançado as maiores cotações dos contratos mais próximos em aproximadamente 15 meses.
Mesmo com a realização de lucros, o mercado encontrou suporte nas novas projeções para o balanço mundial de açúcar. Em relatório divulgado na sexta-feira, a Czarnikow estimou que o mercado global deverá registrar déficit de 2,9 milhões de toneladas em 2027/28, diante da redução das áreas destinadas ao cultivo de cana-de-açúcar e beterraba.
A consultoria projeta produção mundial de 177 milhões de toneladas de açúcar em 2027/28, volume 0,7% inferior ao da temporada anterior. O consumo global, por sua vez, é estimado em aproximadamente 179,9 milhões de toneladas, resultando no déficit projetado para a temporada.
Entre os fatores que devem limitar a produção estão problemas climáticos em importantes regiões produtoras, principalmente Índia, União Europeia e Tailândia.
Na Europa, as condições climáticas já vêm afetando as perspectivas para a produção. A seca e as temperaturas elevadas devem reduzir a fabricação de açúcar na União Europeia e no Reino Unido para 14,98 milhões de toneladas neste ano, segundo dados da S&P Global Energy. Caso a projeção se confirme, será o menor volume em 11 anos.
O cenário de oferta mais restrita tem contribuído para sustentar as cotações internacionais nas últimas semanas, apesar da correção observada na sexta-feira. A expectativa de redução da produção em importantes países produtores mantém o mercado atento às condições climáticas e à evolução das safras.
Com informações da Barchart



