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Açúcar sobe com expectativa de maior direcionamento da cana ao etanol no Brasil

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Os contratos futuros do açúcar encerraram a terça-feira em alta nas bolsas internacionais, impulsionados pela expectativa de que o Brasil destine uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de etanol diante das recentes medidas de estímulo aos combustíveis no país.

O contrato julho do açúcar bruto na ICE de Nova York (SBN26) fechou com valorização de 0,28 ponto, ou 1,90%, cotado a 15,01 centavos de dólar por libra-peso. Em Londres, o açúcar branco agosto (SWQ26) avançou 4,50 dólares, ou 1,03%, encerrando a sessão a US$ 441,00 por tonelada.

De acordo com análise da Barchart, o mercado reagiu à decisão do Brasil de anunciar novos subsídios aos combustíveis para amenizar os impactos da alta da gasolina e do diesel em meio às tensões envolvendo o Irã. A medida tende a sustentar os preços do etanol e, consequentemente, estimular usinas brasileiras a ampliarem o mix destinado ao biocombustível em detrimento da produção de açúcar.

O suporte aos preços também veio das projeções da International Sugar Organization (ISO), que estima queda de 1,15% na produção global de açúcar em 2026/27, para cerca de 180 milhões de toneladas, além de um déficit global de 262 mil toneladas. Segundo a entidade, um possível fortalecimento do fenômeno El Niño pode afetar a produção em importantes países produtores, como Índia e Tailândia.

Apesar da recuperação nesta terça-feira, o mercado segue pressionado pelo cenário de maior oferta global. Na segunda-feira, os preços haviam recuado após a ISO elevar sua estimativa de superávit global para a safra 2025/26 e projetar uma produção recorde de 182 milhões de toneladas.

Além disso, o mercado acompanha as perspectivas para a safra brasileira. Segundo relatório citado pela Barchart, o Citigroup projetou a produção brasileira de açúcar em 2026/27 em 39,5 milhões de toneladas, abaixo das estimativas da Conab, de 43,95 milhões de toneladas. A avaliação considera um maior direcionamento da cana ao etanol em meio à valorização dos combustíveis.

Dados recentes da Unica também reforçam essa tendência. Na primeira quinzena de abril, a produção de açúcar no Centro-Sul caiu 11,9% na comparação anual, para 647 mil toneladas, enquanto a participação da cana destinada à produção açucareira recuou para 32,9%, ante 44,7% no mesmo período da safra passada.

Com informações da Barchart

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