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Especial RH: Cargos iguais, salários iguais?

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Será que existem realmente cargos iguais?

por Renato Fazzolari

É justo que cargos iguais ganhem salários iguais? Eu acho que sim. O difícil está em saber quais os cargos que são iguais. Normalmente considera-se um cargo igual ao outro, quando o nome do cargo é o mesmo. Mas isso significa que o cargo seja igual?

Vamos analisar: Suponhamos que existam três cargos com o mesmo título, porém, os ocupantes desses cargos, apesar de terem as mesmas atribuições, exercem suas atividades com desempenhos diferentes, de maneira que o funcionário A é considerado excelente, o B é razoável e o C é sofrível.

Em termos práticos, digamos que você, você mesmo, vai necessitar da execução de um trabalho que qualquer um dos três poderá realizar. Por qual dos três você irá querer ser atendido?  Pelo C que é sofrível, pelo B que é razoável, ou pelo A que é excelente?

É claro que seria pelo A que é excelente, e por sinal, assim vai acontecer com todos que necessitarem de atendimento desses profissionais, inclusive o próprio chefe também saberá fazer essa diferenciação. Aí eu pergunto, mas esses cargos são realmente iguais? E é justo ganharem salários iguais?

Apesar do exemplo parecer muito radical, na prática isso é muito mais comum acontecer nas empresas do que se possa imaginar.

Os cargos formalmente são formados por atividades e responsabilidades que estão contidas nas Descrições de Cargos, mas o que define a importância real do cargo é quem o ocupa e como desempenha essa função.

Cada cargo representa um custo x benefício, e é muito importante que as empresas prestem atenção nesta realidade, pois, não é pagando mais para um funcionário mais fraco, que o fará ser melhor e mais motivado, porém, se pagar igual ou inferior a este para um funcionário mais eficiente, com certeza, esse sim ficará desmotivado e com muita probabilidade decairá em seu desempenho.

O equilíbrio de cargos e salários é vital para uma saudável política de Recursos Humanos. Mas o grande desafio é saber a diferenciação entre os cargos e o desempenho de seus ocupantes, e se na prática realmente existe equilíbrio, ou se este só é existente no papel.

 

*Renato Fazzolari é fundador da AGRHO Headhunting, psicólogo, terapeuta transpessoal, escritor, articulista da UDOP, palestrante e conferencista em congressos e seminários. Ex-Gerente e Diretor de Recursos Humanos em empresas nacionais e multinacionais.

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