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Açúcar sobe em Nova York com temor de menor produção na Europa

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Perspectiva de queda superior a 20% na produtividade da beterraba na França e produção europeia no menor nível em 38 anos deram suporte às cotações

Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão desta quarta-feira, 26, em direções opostas nas bolsas internacionais, com o mercado sustentado por preocupações relacionadas à oferta global. Na ICE de Nova York, o açúcar bruto para entrega em outubro avançou 1,9%, para 17,59 centavos de dólar por libra-peso. Em Londres, o contrato mais ativo do açúcar branco recuou 0,6%, para US$ 514 por tonelada.

Em Nova York, os preços encontraram suporte nas perspectivas de redução da produção em diferentes países, em alguns casos associadas ao fortalecimento do fenômeno climático El Niño, além dos sinais de menor produção na Europa.

Na França, maior produtora de açúcar do continente, as perspectivas se deterioraram após um período prolongado de seca e temperaturas elevadas. A Tereos estima que o calor extremo e a falta de chuvas registrados durante o verão reduzam em mais de 20% a produtividade da beterraba sacarina de seus produtores em comparação com o ano passado.

O cenário contribui para a expectativa de que a produção de açúcar da União Europeia alcance o menor nível em 38 anos.

A Associação Francesa das Indústrias de Açúcar e Beterraba (AIBS) também projeta uma produção francesa mais de 20% abaixo da média dos últimos cinco anos, diante dos impactos da seca prolongada e das altas temperaturas sobre as lavouras.

Enquanto os sinais de menor oferta europeia deram sustentação aos contratos em Nova York, o açúcar branco recuou em Londres diante da expectativa de que a Índia importe menos açúcar do que se estimava anteriormente.

Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, refinarias indianas devem direcionar cerca de 350 mil toneladas de açúcar para o mercado doméstico com o objetivo de aliviar a restrição de oferta no país.

O volume representa apenas parte da cota de 1 milhão de toneladas aprovada pelo governo indiano e reforçou a percepção de menor necessidade de importações pelo país, pressionando os preços do açúcar branco em Londres.

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