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Açúcar sobe forte com recompras de fundos, apesar de pressão da safra maior na Índia

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Os preços do açúcar encerraram a última sexta-feira em forte alta, impulsionados principalmente por movimentos de recompras de posições vendidas por fundos, em um período marcado por menor liquidez no mercado internacional em razão da proximidade dos feriados de Natal e Ano Novo.

O contrato de açúcar bruto nº 11, com vencimento em março, negociado em Nova York, encerrou a sexta-feira,19, em alta de  2,35%, em 14,89 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato de açúcar branco, com vencimento em março, negociado na ICE de Londres, fechou em alta de US$ 9,60, com valorização de 2,31% a US$ 425,30.

A reação positiva ocorre após uma semana volátil. Na quinta-feira, as cotações haviam recuado para os menores níveis em cinco semanas, pressionadas pelas expectativas de aumento das exportações da Índia. O movimento foi intensificado após o secretário de Alimentos do país sinalizar que o governo pode autorizar volumes adicionais de exportação como forma de reduzir o excesso de oferta no mercado interno.

No mês anterior, o Ministério da Alimentação da Índia já havia anunciado a liberação de 1,5 milhão de toneladas métricas de açúcar para exportação na safra 2025/26. O país adota um sistema de cotas desde a safra 2022/23, após chuvas tardias afetarem a produção e restringirem o abastecimento doméstico.

Desde o início da semana, no entanto, o mercado vinha operando sob pressão. A India Sugar Mill Association (ISMA) informou que a produção de açúcar da Índia na safra 2025/26, no período de 1º de outubro a 15 de dezembro, somou 7,83 milhões de toneladas métricas, alta de 28% na comparação anual.

O cenário de maior oferta foi reforçado em 11 de novembro, quando a ISMA elevou sua estimativa de produção de açúcar da Índia para 31 milhões de toneladas na safra 2025/26, acima da projeção anterior de 30 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 18,8% frente ao ciclo anterior.

Além disso, a entidade revisou para baixo a quantidade de açúcar destinada à produção de etanol no país, reduzindo a estimativa de 5 milhões para 3,4 milhões de toneladas métricas. Essa mudança pode abrir espaço para um aumento adicional das exportações indianas, ampliando a pressão estrutural sobre os preços internacionais do açúcar, mesmo diante de movimentos pontuais de recuperação impulsionados por fatores técnicos, como o fechamento de posições vendidas por fundos.

Com informações da Barchart

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