O calendário agrícola com base no período chuvoso se aproxima e os canavieiros precisam preparar o campo para garantir a produção e os empregos na próxima safra. Mas falta adubo e recursos para investirem diante do prejuízo de R$ 500 milhões sobre o setor pernambucano decorrente do efeito do tarifaço dos EUA sobre o açúcar e o etanol.
A governadora Raquel Lyra garantiu a doação de insumos aos 10 mil fornecedores de cana. Mas precisa do apoio do presidente da Assembleia Legislativa Estadual (Alepe), Álvaro Porto. Já houve várias reuniões, mas nada foi consolidado em função de entraves na votação do orçamento anual de PE (LOA).
A convite do próprio líder do Parlamento, uma nova reunião será realizada com os dirigentes da Associação dos Fornecedores de Cana (AFCP), Sindicape, Sindaçúcar e sindicatos rurais nesta segunda-feira (2/03), na Alepe.
Vários deputados estaduais são favoráveis à ajuda emergencial para o setor da cana e da pecuária, que também aguarda uma solução rápida para enfrentar a crise devido à seca que tem levado a morte dos seus rebanhos.
Nesta semana ainda, quarta-feira (25), o presidente da AFCP, Alexandre Andrade Lima, também reune-se com os líderes das demais entidades canavieiras nos estados do NE, liderados pela União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), no Ministério da Fazenda.
A reunião, então articulada pelo presidente da Câmara Federal, Hugo Mota, será com o secretário-executivo da Pasta, Dário Durigan. Na pauta, uma subvenção econômica para o setor amenizar a crise – uma política já adotada pelos governos Lula e Dilma em anos de seca extrema na região.