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Agronegócio paulista fatura 15% menos com exportações em janeiro, a US$ 2,16 bilhões

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O agronegócio do estado de São Paulo faturou 15% menos em janeiro com exportações em comparação com janeiro de 2024, informou, em relatório, o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), da secretaria da agricultura e abastecimento do estado.

Assim, o valor arrecadado com as exportações agropecuárias paulistas no mês foi de US$ 2,16 bilhões. Já o desembolso com importações cresceu 6,1% em janeiro, para US$ 520 milhões. Segundo o IEA, mesmo com a retração no faturamento, a balança comercial do agronegócio de São Paulo ainda fechou janeiro superavitária em US$ 1,64 bilhão (20% menos ante janeiro de 2024).

O IEA costuma destacar, neste relatório, que, se não fosse o agronegócio, a balança comercial do estado de São Paulo teria um déficit maior. Em janeiro, levando-se em consideração todos os setores da economia paulista, as exportações somaram US$ 2,61 bilhões, enquanto as importações fecharam em US$ 6,2 bilhões, “gerando um déficit externo agregado de US$ 3,59 bilhões em janeiro”.

Os cinco principais produtos exportados pelo agronegócio paulista em janeiro foram o complexo sucroenergético (US$ 599,47 milhões, com açúcar representando 89,3% e o etanol, 10,7%); o grupo de sucos (US$ 334,41 milhões, dos quais 99% referentes ao suco de laranja); produtos florestais (US$ 282,39 milhões, com participação de 58,6% de celulose e 33,7% de papel); setor de carnes (US$ 274,09 milhões, com carne bovina perfazendo 82,4%) e o grupo do café, com vendas de US$ 166,43 milhões, sendo 71,1% referentes ao café verde e 25,3% ao café solúvel.

Esses cinco agregados representaram 76,8% das vendas externas setoriais paulistas, diz o IEA. Já o grupo complexo soja aparece na décima posição, com vendas de US$ 40,1 milhões (62,1% referentes ao farelo de soja e 20,1% de soja em grão), com previsão de maiores vendas externas a partir de fevereiro, com o início da colheita.

Em relação aos números de janeiro, destacam-se o café, com faturamento 82,7% maior, sucos, com 33,6% mais, produtos florestais, com 27,2% mais e carnes, com 9,8% mais ante janeiro de 2024. Houve queda no grupo sucroenergético de 52% e no complexo soja, de 32,5%.

Com informações da Agência Estado
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