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Aliar irrigação de salvamento à deficitária é a melhor estratégia para as usinas e agrícolas

mitos sobre irrigação de cana
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Tema será debatido durante o 6º IRRIGACANA, a ser realizado nos dias 28 e 29 de agosto, em Ribeirão Preto/SP

 A irrigação tem se mostrado preponderante para a produção de cana-de-açúcar no Centro-Sul do país nos últimos anos. Mas, qual estratégia adotar? Na opinião do pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Vinicius Bof Bufon, projetar um sistema que contemple unicamente a modalidade de salvamento, ou somente a deficitária, é um erro crasso, assim como implantar uma irrigação que satisfaça 100% da demanda da cultura (plena), que além de ambientalmente insustentável e financeiramente desinteressante, é quase impossível do ponto de vista operacional.

“O correto é trabalhar, ao mesmo tempo, com a irrigação de salvamento e a deficitária, pois são ferramentas diferentes e que possuem objetivos e resultados distintos. O maior desafio é construir uma estratégia vencedora com a quantidade ideal dessas duas técnicas.”

De relevada importância, o tema será um dos destaques da programação do 6º Seminário Brasileiro de Irrigação e Fertirrigação de Cana-de-Açúcar (IRRIGACANA), que será realizado pelo GIFC (Grupo de Irrigação e Fertirrigação em Cana-de-Açúcar) nos dias 28 e 29 de agosto, em Ribeirão Preto/SP. Na ocasião, o pesquisador da Embrapa irá fornecer detalhes sobre as diferentes estratégias de irrigação em cana-de-açúcar e seus benefícios.

Bufon explica que o objetivo da irrigação de salvamento é garantir uma brotação adequada numa fração maior do canavial, uma vez que ela demanda baixo volume de água, além de menor infraestrutura. Sem ela, bastaria um ano mais seco para a longevidade ser impactada e a empresa ter que fazer investimentos prematuros e não esperados em reformas. E a perda de soqueira ainda repercutirá em todas as safras seguintes, mesmo com o retorno de anos normais de chuva.

Já nos casos em que é necessário atender uma alta demanda hídrica, especialmente nos meses de julho a setembro, o aconselhável é complementar com a irrigação deficitária, especialmente em função do alto custo por mm aplicado do salvamento. Nessa estratégia, as modalidades mais recomendadas são o pivô e o gotejamento.

“As chuvas no Centro-Sul entregam, normalmente, de 45% a 60% da demanda hídrica da cultura. O restante é déficit. A irrigação deficitária pode, portanto, acrescentar de 20% a 30% da demanda total da cana, de forma que, no final, ainda restaria um déficit de 15% a 25%. Lembrando que a planta é mais eficiente com uma pequena restrição hídrica do que quando sua demanda é 100% suprida”, finaliza Bufon.

 

Serviço

Seminário Brasileiro de Irrigação e Fertirrigação de Cana-de-Açúcar (IRRIGACANA)

Data: 28 e 29 de agosto de 2024

Local: Multiplan Hall Ribeirão Shopping – Ribeirão Preto/SP

Inscrições abertas: https://forms.gle/LLT94pvHiXFpd5bw5

Mais informações: irrigacana@gifc.com.br ou www.gifc.com.br/irrigacana-2/

 

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