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Petrobras reajusta gasolina após quase dois anos; subsídio limita impacto ao consumidor

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A Petrobras anunciou nesta quinta-feira, 28, um reajuste no preço da gasolina vendida às distribuidoras, o primeiro desde julho de 2024. A partir desta sexta-feira, a gasolina A fornecida pela estatal terá aumento de R$ 0,48 por litro. No entanto, graças à subvenção econômica criada pelo governo federal, as distribuidoras receberão um desconto de R$ 0,44 por litro, limitando o reajuste efetivo a R$ 0,04 por litro.

Com a medida, o preço médio da gasolina A comercializada pela Petrobras passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro.

O reajuste era amplamente aguardado pelo mercado desde a definição do programa de subsídios do governo federal, criado para reduzir os impactos da disparada das cotações internacionais do petróleo após o agravamento do conflito no Oriente Médio.

Segundo estimativa da Warren Investimentos, o impacto para o consumidor final deve ser limitado a cerca de 0,42%, com efeito aproximado de dois pontos-base sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), uma vez que a subvenção deverá compensar grande parte do aumento anunciado pela estatal.

Além da gasolina, o governo federal também implementou um programa de subsídio ao diesel. De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, as duas medidas devem gerar um custo de aproximadamente R$ 3 bilhões por mês aos cofres públicos e terão validade inicial de dois meses.

Antes do reajuste, a gasolina comercializada pela Petrobras apresentava defasagem de R$ 1,37 por litro, equivalente a 55%, em relação aos preços internacionais, segundo cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

A Petrobras destacou que, considerando a composição da gasolina C vendida nos postos — formada por 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro —, sua participação no preço final ao consumidor passará de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, representando um aumento residual de até R$ 0,03 por litro nas bombas.

A companhia também ressaltou que, mesmo após o reajuste, sua parcela no preço final da gasolina permanece 27,6% abaixo do valor praticado em 31 de dezembro de 2022.

Com informações da Reuters.

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