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Avião com combustível feito de açúcar e gordura faz primeiro voo transatlântico

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A empresa de aviação do bilionário Richard Branson, Virgin Atlantic, realizou o primeiro voo com combustível 100% sustentável (chamado de SAF, na sigla em inglês), nesta terça-feira, 28. O anúncio foi publicado nas redes sociais.

“Estou muito orgulhoso de estar a bordo do Flight100 da VirginAtlantic hoje, o primeiro voo transatlântico com combustível de aviação 100% sustentável (SAF) do mundo por uma companhia aérea comercial”, escreveu. O voo aconteceu do aeroporto de Londres para Nova York.

O combustível é feito de duas misturas: 88% de Ésteres Hidroprocessados ​​e Ácidos Graxos (HEFA), feito de gordura e 12% de Querosene Aromático Sintético (SAK), feito de açúcar vegetal. O G1 entrou em contato com a empresa para confirmar se a gordura usada no HEFA é vegetal ou animal, mas não teve retorno até a última atualização desta matéria.

O SAF representa menos de 0,1% dos volumes globais de combustível de aviação e os padrões de combustível permitem apenas uma mistura de 50% de SAF em motores de jatos comerciais. “(Mesmo que o mercado seja pequeno, por ora), essa é a única solução viável para a descarbonização dos voos de longo curso”, disse o bilionário em nota.

A empresa também fez uma parceria com a Virgin Unite e o Rocky Mountain Institute (RMI) para coletar informações sobre possível emissões de carbono durante o voo. “Os testes irão fazer a ciência avançar e ajudar a desenvolver voos que poderão reduzir significativamente o impacto climático da aviação”, declarou o bilionário em nota.

O bilionário também escreveu que voar no Flight100 o fez lembrar de outros momentos de inovação no mundo da aviação. “(Lembro) quando tentamos encorajar a Airbus e a Boeing a fabricarem os seus aviões utilizando compostos de fibra de carbono”.

A medida visava reduzir a quantidade de combustível, que consequentemente diminuiria a emissão de carbono. À época, segundo Branson, as empresas não acharam que seria possível. Então contratou o engenheiro aeroespacial Burt Rutan para construir o avião, chamado de Virgin Atlantic GlobalFlyer. “Voamos sem escala, quebrando recordes, para mostrar que a fibra de carbono funcionava”.

G1/ Artur Nicoceli
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