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Brasil, Raízen e companhia chinesa assinam acordo para investimento de US$ 1 bilhão em SAF

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita aos carros da GWM. Pequim - China.

Foto: Ricardo Stuckert / PR
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O governo brasileiro, por meio da comitiva liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na China, assinou nesta segunda-feira, 12, um memorando de entendimentos com a Raízen e a companhia SAFPAC, de Hong Kong, para viabilizar a produção de combustível sustentável de aviação (SAF) na região Ásia-Pacífico.

A previsão é que o projeto seja desenvolvido em três fases, com produção inicial de 170 mil toneladas por ano entre 2025 e 2026, passando para 285 mil toneladas anuais entre 2027 e 2029 e chegando a 500 mil toneladas por ano de 2030 a 2033.

O acordo foi celebrado em meio às discussões sobre transição energética e contou com a presença do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

O memorando estabelece as bases para uma parceria estratégica que prevê o fornecimento de etanol produzido pela Raízen, incluindo o de segunda geração (feito a partir do bagaço da cana-de-açúcar), como matéria-prima para a produção de SAF por meio da tecnologia alcohol-to-jet (ATJ), que transforma etanol em querosene renovável para aviação.

Embora ainda não envolva compromissos contratuais de compra e venda, o documento marca um aprofundamento das negociações comerciais e técnicas entre as empresas.

O acordo ainda inclui cláusulas rigorosas de confidencialidade, válidas por três anos após seu encerramento.

As partes se comprometeram a usar as informações compartilhadas exclusivamente para avaliar a viabilidade da parceria, proibindo a divulgação a terceiros, exceto para afiliados e representantes diretamente envolvidos no projeto.

O documento também estabelece que nenhuma das partes poderá reivindicar propriedade intelectual sobre tecnologias, marcas ou dados estratégicos da outra. Em caso de descumprimento, está prevista a possibilidade de responsabilização por perdas e danos.

Outros investimentos anunciados

Durante a viagem à China, o governo Lula também anunciou um pacote de investimentos de cerca de R$ 27 bilhões em novos projetos no Brasil. Os investimentos chineses estão distribuídos em diferentes setores.

  1. Carros elétricos: R$ 6 bilhões da Great Wall Motors (GWM) para expansão no Brasil
  2. Delivery: R$ 5 bilhões da Meituan para operar com o app Keeta, gerando até 4 mil empregos diretos e 100 mil indiretos
  3. Energia limpa: R$ 3 bilhões da CGN para construir um hub de energia renovável no Piauí
  4. Indústria net-zero: Até R$ 5 bilhões da Envision para um parque industrial neutro em carbono, incluindo SAF e hidrogênio verde
  5. Mineração: R$ 2,4 bilhões do grupo Baiyin Nonferrous para a compra da mina de cobre Serrote, em Alagoas
  6. Bebidas: R$ 3,2 bilhões da Mixue para iniciar operações no Brasil, com previsão de 25 mil empregos até 2030
  7. Tecnologia: R$ 650 milhões da Longsys para ampliação da produção de semicondutores em São Paulo e Amazonas
  8. Transporte e mobilidade: A DiDi, que opera no Brasil por meio da 99, prevê construir 10 mil pontos de recarga para veículos elétricos
  9. Farmacêutica: R$ 350 milhões da Nortec Química em parceria com empresas chinesas para construir uma plataforma de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) no Brasil

Expansão comercial e fortalecimento de laços

A viagem de Lula à China busca fortalecer as relações comerciais entre os países, com foco na ampliação das exportações brasileiras. O governo brasileiro vê na guerra comercial entre Estados Unidos e China uma oportunidade para consolidar o Brasil como alternativa de fornecimento de produtos para o mercado chinês.

A ApexBrasil mapeou cerca de 400 oportunidades de negócios entre os países, especialmente no setor agropecuário.

Além disso, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, integra a comitiva para negociar a redução de burocracias no registro de produtos biotecnológicos, facilitando exportações para a China.

Informações do G1| Mariana Assis

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