Home Mercado Câmara deve avançar em aprovação de venda direta de etanol
Mercado

Câmara deve avançar em aprovação de venda direta de etanol

Mato Grosso é o 2º estado com o menor preço médio de venda do etanol do Brasil, mesmo com as últimas altas no valor desse combustível.
Compartilhar

A Câmara dos Deputados pode avançar mais um passo para a aprovação da venda direta de etanol dos produtores aos postos de combustíveis nesta terça-feira. A proposta é defendida pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo setor sucroenergético, sobretudo no Nordeste, como forma de reduzir custos da cadeia e preços aos consumidores.

O projeto que susta a resolução da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que impede essa modalidade de comercialização está na pauta da reunião da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) com parecer favorável do relator, deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE). Se aprovado, vai ao Plenário antes da sanção, pois já recebeu o aval do Senado.

“Com a venda direta, sem intermédio das distribuidoras, as usinas poderão negociar com os postos. Com isso, haverá celeridade, desburocratização do processo e, mais do que isso, tendência à redução no preço final do álcool, mantendo a segurança da qualidade que continuará obedecendo as mesmas normas de controle de qualidade exigidas pela ANP”, diz o deputado, no relatório.

Em busca de alternativas para reduzir os preços dos combustíveis, tema que voltou a incomodar o Palácio do Planalto este ano, Bolsonaro defendeu a venda direta aos postos. A apoiadores no mês passado, ele disse que havia pedido para o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) colocar a proposta em votação.

Silvio Costa Filho destaca que a provável aprovação da venda direta não extingue o modelo atual, mas cria uma nova modalidade. “É necessário se criar – de forma complementar, gradual e segura – outro modelo, onde haja a chance de o país não concentrar todo o seu abastecimento em um só corredor (a gasolina)”, completou.

O parlamentar ressalta que a restrição à venda direta causa “desequilíbrio e imprevisibilidade para o produtor, para a geração de empregos e para os consumidores, ferindo a livre iniciativa” e diz que o novo modelo vai ocasionar “expressiva redução de custos com procedimentos logísticos”, já que é um mecanismo “moderno e alternativo, que pode melhorar a comercialização de etanol, principalmente quando há usinas localizadas perto dos municípios onde estão os postos”.

O deputado pernambucano também diz que a venda direta simplifica a logística de distribuição do etanol, pois evita o chamado “frete morto”, com reflexos até na redução de emissão de carbono. “Aproximando os elos da cadeia, ou seja, o produtor do posto e o consumidor, o mercado passa a ter mais possibilidades e ofertas de preços”, finaliza o relatório de Silvio Costa Filho.

Compartilhar

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

Episódio 20: Murchamento: A Nova Ameaça da Cana | DaCana Cast

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
AçúcarMercadoÚltimas Notícias

Açúcar: alta do crude impulsiona etanol e provoca ajuste técnico nos futuros

Alta do crude impulsiona etanol e provoca ajuste técnico nos futuros do...

açucar
AçúcarMercadoÚltimas Notícias

Excedentes globais pressionam açúcar e levam NY a mínima de 5 anos e meio

Aumento da produção de açúcar na Índia e Brasil, e perspectiva de...

Últimas NotíciasMercado

Safra robusta no Centro-Sul reforça pressão sobre preços do açúcar, enquanto etanol ganha protagonismo

Produção elevada no Brasil e recuperação no Hemisfério Norte ampliam excedente global,...

Últimas NotíciasMercado

Açúcar reage com queda do dólar, mas excesso de oferta limita avanço dos preços

Desvalorização da moeda americana impulsiona contratos futuros, enquanto fundamentos globais seguem pressionados...