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Cana: safra atual está mais produtiva do que a passada

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A quantidade de cana-de-açúcar processada pelas unidades produtoras da região Centro-Sul alcançou 37,47 milhões de toneladas na primeira metade de outubro. No acumulado desde o início da safra 2019/2020 até 16 de outubro, a moagem somou 510,26 milhões de toneladas, contra 485,97 milhões de toneladas apuradas no mesmo período do ano passado – alta de 5,00%.

De acordo com a Unica (União da industria de cana-de-açúcar), as informações apuradas até o momento revelam uma antecipação do término da safra 2019/2020. Até 16 de outubro deste ano, 25 unidades do Centro-Sul haviam encerrado a safra, contra 20 usinas até a mesma data de 2018. Por sua vez, essas 25 empresas registraram retração de 13,5% na moagem. Na segunda quinzena do mês, espera-se que outras 41 unidades finalizem as atividades desse ciclo, ante apenas 32 verificadas em 2018.

Com relação a produtividade agrícola, o indicador apurado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) mostra que, o rendimento dos canaviais atingiu 79,84 toneladas por hectare colhido no acumulado de abril a setembro de 2019. Trata-se de um incremento de 4,58% quando comparado a igual período de 2018.

A quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), por sua vez, alcançou 154,29 kg por tonelada de matéria-prima na primeira quinzena de outubro. O número é 8,35% superior ao resultado observado na mesma data do ano anterior (142,40 kg por tonelada).

No acumulado da temporada, entretanto, o indicador de qualidade continua cerca de 2 kg por tonelada inferior ao apurado no ciclo anterior. Até 16 de outubro, o teor de ATR na planta atingiu 138,12 kg por tonelada, contra 140,28 kg por tonelada no mesmo período de 2018.

Mas. 

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Campanha reforça ações integradas com foco em segurança, meio ambiente e eficiência operacional A Raízen anunciou o lançamento de sua estratégia integrada de prevenção e combate a incêndios para a safra 2026/27, diante da aproximação do período seco e da possibilidade de eventos climáticos extremos. A iniciativa, que passa a vigorar a partir de maio, é estruturada por meio da campanha “Quem Ama a Terra, Não Chama o Fogo” e tem como base a integração entre segurança, preservação ambiental e eficiência operacional. A companhia informa que o tema permanece como prioridade para a nova safra, com investimentos direcionados a pessoas, tecnologias e equipamentos. A campanha reúne diversas frentes de atuação coordenadas, incluindo plano de mídia, realização de carreatas e blitz educativas, ações pedagógicas em escolas, iniciativas de relações públicas e reforço da comunicação interna. De acordo com Hamilton Jordão, gerente corporativo de Operações Agrícolas da Raízen, a antecipação do período seco tem exigido intensificação das ações preventivas. Segundo ele, a prevenção de incêndios é tratada como um dos pilares das práticas no campo, com integração entre eficiência operacional e relacionamento com as comunidades do entorno. A estrutura de resposta a incêndios da companhia inclui monitoramento 24 horas com uso de satélites, sensores e softwares de inteligência, além de previsões meteorológicas e treinamentos de brigadas. Para a safra 2026/27, teve início a instalação de câmeras de alta precisão na unidade Barra, que utilizam inteligência artificial para prever e mitigar riscos antes mesmo do surgimento de focos de incêndio. O trabalho preventivo abrange o monitoramento de mais de 430 mil hectares de cana-de-açúcar. Segundo Jordão, a segurança da comunidade e a integridade das operações demandam atuação conjunta entre equipes, parceiros e sociedade, com foco na continuidade e sustentabilidade das atividades. Para a campanha deste ano, a Raízen contará com uma frota de 238 veículos de brigada, sendo 206 caminhões-pipa e 32 Veículos de Intervenção Rápida (VIR), além de um contingente de mais de 600 brigadistas dedicados e cerca de 1.300 colaboradores treinados para suporte. A companhia também atua em parceria com Corpo de Bombeiros, polícias Rodoviária e Ambiental, prefeituras, associações, fornecedores de cana e empresas parceiras, promovendo treinamentos e campanhas educativas com foco na prevenção de incêndios. Como parte das ações de combate, a Raízen disponibiliza a Central Contra Incêndios pelo telefone 0800 770 22 33, canal voltado ao reporte imediato de ocorrências em canaviais, além da orientação para acionamento do Corpo de Bombeiros pelo número 193. Entre os principais fatores que contribuem para o surgimento e a propagação de incêndios estão o descarte de bitucas de cigarro em estradas, fogueiras, soltura de balões, rituais religiosos em áreas abertas, limpeza de terrenos em regiões próximas a cidades e rodovias, além de incêndios criminosos. Condições climáticas como tempo seco, altas temperaturas e ventos intensos também ampliam o risco de propagação do fogo. Em relação às práticas agrícolas, a empresa destaca que atua em conformidade com o “Protocolo Agroambiental – Etanol Mais Verde” e informa que não utiliza o fogo em nenhuma etapa de seus processos. A queima da palha da cana-de-açúcar foi eliminada há anos nas áreas de atuação da companhia, com adoção exclusiva de colheita mecanizada, sem envolvimento com focos de incêndio ou práticas de queimadas em suas operações no campo.

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

Episódio 20: Murchamento: A Nova Ameaça da Cana | DaCana Cast

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