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Mercado

Chuva chega na Ásia e derruba contratos futuros do açúcar

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Não há nenhum cenário que indique pressão altista para o açúcar em Nova York, como querem mostrar algumas tradings e consultorias internacionais e nacionais. E os preços de todas as telas, de outubro a outubro de 2021 – e ainda se quiserem acrescentar março/22 — acusam uma retração seriada.

O vencimento mais curto vem de seguidas quedas e fechou nesta sexta (28) em 12,60 centavos de dólar por libra-peso, menos 1,17%, e o mais longo (outubro/21) também ficou abaixo dos 13, em 12,62 c/lp, aqui já com a contribuição maior da oferta brasileira da safra 21/22.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) já havia alertado no relatório de maio sobre as boas condições das canas asiáticas, e, agora, as notícias oficiais sobre as chuvas de monções na região começaram a confirmar o tom baixista, segundo viu Maurício Muruci, da Safras & Mercados.

Se havia uma aposta feita em uma segunda queda da safra da Tailândia, por déficit hídrico, não está acontecendo desde junho e julho. Na safra que está para começar, o país asiático deverá produzir 12 milhões de toneladas, no levantamento do governo americano que baliza, de fato, o mercado.

No ciclo anterior foram 8 milhões/t. Salto de 4 milhões/t. “As monções estão acima na média dos últimos quatro anos”, comenta o analista sobre o principal regime climático que determina as condições agrícolas daquele canto do mundo.

Na Índia, a mesma coisa. A expectativa do USDA, feita lá atrás, está se confirmando pelo mesmo regime de chuvas que atinge a Ásia Menor. O analista da Safra recorda os números de 33 milhões/t, contra as pouco mais de 26 milhões/t da temporada anterior.

E os indianos, com sua montanha de subsídios do campo à indústria, ainda saem com estoques de 16 milhões/t nesta entressafra da pandemia global sobre as economias.

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