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CMM e Wärtsilä vão desenvolver embarcações de apoio movidas a etanol

Nos dois últimos dias a Agência Marítima Fortenave atendeu, simultaneamente, quatro navios carregados de fertilizante.
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A Compagnie Maritime Monégasque (CMM) e a Wärtsilä anunciaram nesta terça-feira, 20, a assinatura de um memorando de entendimento (MoU) para construção dos primeiros barcos de apoio marítimo (PSVs) do mundo movidos a etanol. A intenção é reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEE) na indústria marítima.

Segundo as empresas, a iniciativa vai trabalhar em um conceito de design colaborativo utilizando a plataforma de motores multicombustíveis da Wärtsilä. Em fevereiro deste ano, a companhia finlandesa testou o uso de etanol neste tipo de motor em escala real.

As análises ocorreram no laboratório de Vaasa, na Finlândia, e atestaram a viabilidade de operação com uma variedade de combustíveis, incluindo diesel, biodiesel, óleo combustível pesado (HFO), metanol e etanol.

No Brasil, a CMM obteve aprovação financeira preliminar do Fundo da Marinha Mercante Brasileira (FMM) para construir dez navios de apoio offshore (OSVs).

Brasil aposta em biocombustíveis marítimos

A próxima reunião da Organização Marítima Internacional (IMO, em inglês) para discutir a transição do setor em direção ao net zero está marcada para 30 de setembro de 2024 e o Brasil levará seus biocombustíveis para as discussões.

O país quer que o fórum internacional considere características regionais nos cálculos de intensidade de carbono de combustíveis de origem agrícola, para mostrar que o uso da terra brasileiro é mais sustentável do que diz o padrão europeu.

Em março deste ano, o Comitê de Proteção do Ambiente Marinho (MEPC 81) da IMO concordou com a “ilustração de um esboço possível de uma estrutura de zero líquido” para os navios.

O documento traz uma lista de regulamentos que serão adotados ou alterados para permitir um novo padrão global de combustível. Também está previsto um mecanismo de preços para as emissões de GEE marítimas, cuja arrecadação será usada para custear a transição para fontes mais limpas. Essa estrutura deve ficar pronta até 2025.

Com informações da EPBR
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Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

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