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Pelo segundo ano seguido, a gestão administrativa e fiscal da entidade deve dividir com seus cooperados as sobras derivadas do faturamento do ano anterior, mesmo com pandemia. E ainda distribuirá valores adicionais pelos CBios, crédito arrecadado com a venda de etanol, baseado na Lei do RenovaBio.

Assim, a Coaf, apesar de só há seis safras em atividade, deve manter a sua tradição de pagar a maior ATR da cana no Brasil, com o pagamento médio de R$ 171 por tonelada

Nesta segunda-feira (29), a Cooperativa dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (Coaf) realiza assembleia de prestação de contas do exercício 2020 e planejamento do ano em curso com seus integrantes.

A atividade, que inicia às 10h, será realizada de forma virtual por conta do decreto estadual que não permite presencialmente devido a pandemia. Assim, a transmissão será pela plataforma de reuniões on-line Microsoft Teans e os cooperados devem estar devidamente inscritos e identificados através do link descrito no final da matéria

A Coaf, que teve um faturamento de R$ 271 milhões, sendo R$ 244,619 milhões com a produção/venda de açúcar, etanol, cachaça e subprodutos da cana na unidade filial em Timbaúba, e R$ 26,61 milhões na planta matriz com a venda de insumos agropecuários no Recife, apresentará a proposta de distribuição de sobras do exercício 2020. A expectativa é de distribuir R$ 3,4 milhões com 1,5 mil cooperados proporcional aos respectivos saldos disponíveis de ambas as unidades.

A cooperativa dos canavieiros pernambucanos também fará o pagamento de R$ 710 mil em Crédito de Descarbonização (CBios) para os seus cooperados da usina da Coaf. A distribuição será realizada com base na quantidade e qualidade da cana fornecida para a fabricação de etanol na última safra.

O percentual e cronograma de pagamento atenderá critérios da qualidade da matéria já certificada, onde 60% do valor de partilha será para os produtores com a cana fornecida já classificadas como primários e padrão, enquanto 40% para o restante no resultado do exercício fiscal.

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