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Combustível do futuro: Brasil vai reduzir 705 milhões de toneladas de CO2 até 2037

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Investimentos de até R$ 260 bilhões colocam o Brasil na vanguarda global da transação energética

O programa Combustível do Futuro alcançou marcos históricos em 2024, consolidando o Brasil como referência mundial na transição energética sustentável. Lançado para promover a descarbonização do setor de transportes, o programa já atraiu investimentos que podem ultrapassar R$ 260 bilhões até 2037, evitando a emissão de 705 milhões de toneladas de CO2.

O ministro Alexandre Silveira destacou a relevância do programa durante evento de sanção da Lei 14.993/24, em outubro. “O Brasil reafirma sua liderança na transição energética global com responsabilidade ambiental e inovação tecnológica. Esse é o maior programa de descarbonização da matriz de transportes do planeta”, afirmou Silveira, em ato realizado na Base Aérea de Brasília, que reuniu autoridades dos Três Poderes e mais de duas mil pessoas.

Uma trajetória de avanços legislativos e parcerias globais

O ano começou com intensa articulação política para a aprovação do projeto no Congresso Nacional. Em março, a Câmara dos Deputados deu sinal verde à proposta, que recebeu ajustes no Senado e foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outubro. A assinatura ocorreu durante a feira Liderança Verde Brasil Expo, que também apresentou tecnologias avançadas de descarbonização.

A produção de biocombustíveis registrou recordes históricos no Brasil em 2023, com quase 45 bilhões de litros de etanol e biodiesel produzidos, segundo o Balanço Energético Nacional 2024, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Essa conquista foi impulsionada por políticas públicas como o aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, aprovado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Cooperação internacional e novas fronteiras tecnológicas

O Combustível do Futuro também fortaleceu alianças estratégicas. Em parceria com a Índia, cofundadora da Aliança Global para Biocombustíveis (GBA), o Brasil avançou na definição de metas para combustíveis sustentáveis. Em setembro, uma declaração conjunta entre os países reforçou o compromisso com a cooperação no setor energético.

Outras iniciativas, como a criação de um fundo de R$ 6 bilhões para combustíveis de aviação sustentável (SAF) e parcerias com o Chile, consolidaram o Brasil como líder regional em soluções verdes. Durante as reuniões do G20, o país aderiu a programas globais de captura de carbono, demonstrando seu compromisso com a mitigação das mudanças climáticas.

Para garantir a implementação do programa, o MME organizou workshops públicos, transmitidos ao vivo, reunindo especialistas e representantes do setor produtivo. Os encontros abordaram temas como o aumento da mistura de etanol à gasolina (E35), biodiesel ao diesel (B25), além do desenvolvimento de combustíveis como o SAF e o biometano. Essas discussões buscam assegurar segurança jurídica, inovação e competitividade nos próximos anos.

Com informações do Brasil 247
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