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Companhia aérea mexicana quer usar combustíveis renováveis

Crédito: Getty Images/iStockphoto Direitos autorais: ipopba
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A companhia aérea mexicana de baixo custo Volaris, está explorando opções para obter combustível de aviação sustentável (SAF). De acordo com o principal executivo da companhia aérea, Enrique Beltranena em entrevista à Reuters, a companhia aérea voou com combustível sustentável apenas uma vez devido à falta de disponibilidade local.

“Realmente, o SAF é um etanol. E o que não temos no México é uma forma de converter esse etanol, de misturá-lo para virar combustível de aviação”, disse à Reuters.

O SAF pode ser produzido a partir de matérias-primas, como óleos de cozinha usados, resíduos de colheitas e outros produtos residuais, e espera-se que tenha o maior impacto na redução das emissões de carbono das companhias aéreas. No entanto, ele permanece em oferta escassa e é mais caro que os combustíveis tradicionais.

A Volaris tem trabalhado para finalizar um acordo para obter o SAF nos Estados Unidos, o que abasteceria os voos dos EUA para o México. Mais detalhes estarão disponíveis “nos próximos três meses”, afirmou ele à Reuters.

Na semana passada, a Volaris, a companhia aérea rival VivaAerobus e outros líderes do setor disseram que estavam buscando propostas para acelerar e dimensionar a produção de SAF no México.

No Brasil, Raízen poderá ser fornecedora de SAF

No meio deste ano, a Raízen e a Embraer assinaram uma Carta de Intenções com o compromisso de estimularem o desenvolvimento do ecossistema de produção de SAF. Entre as intenções, a Embraer irá se tornar a primeira fabricante de aeronaves a consumir SAF que poderá ser distribuído pela Raízen.

Antonio Cardoso, vice-presidente de Marketing e Serviços da Raízen, disse na ocasião da assinatura da carta de intenções, que como o maior produtor de etanol de cana-de-açúcar no mundo, é natural que a companhia estivesse olhando para uma possível oferta de SAF.

“Esta parceria com a Embraer, uma referência global, reforça a agenda de sustentabilidade e expansão do portfólio da companhia”, disse.

A iniciativa deve beneficiar a indústria de transporte aéreo em todo o mundo e o uso da tecnologia é também parte fundamental da estratégia da Embraer, que quer neutralizar a pegada de carbono de suas operações até 2040, já que 60% das emissões nas operações da empresa decorrem do uso de querosene de aviação em ensaios e voos de produção.

Ainda de acordo com a Embraer, a meta é chegar a 2030 com misturas de SAF representando 100% do seu consumo de combustível no Brasil.

Uma estimativa da Associação Internacional de Transportes Aéreos, mostra que pode haver um salto na demanda global por SAF nos próximos anos, de 100 milhões de litros em 2021 para 5 bilhões de litros em 2025. Até 2050, 60% do biocombustível de aviação produzido na Europa deve vir de fontes renováveis.

Natália Cherubin, com informações da Reuters.
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