Conectividade no campo gera qualificação setorial e demanda por novos serviços

Após revolução mecânica, a agricultura vive a revolução digital; Perfect Flight está há mais de três anos no mercado e já monitora mais de 3 milhões de hectares

 

A conectividade na área rural é sinônimo de maior produtividade, já que com ela é possível automatizar o trabalho e, ainda, desenvolver uma gestão estratégica por meio das informações disponibilizadas via aplicativos. De acordo com o Departamento de Inovação para a Agropecuária do MAPA, cerca de 6% a 9% da agricultura brasileira tem algum tipo de conexão, número que deve avançar com iniciativas públicas e privadas. A Perfect Flight, por exemplo, monitorou 3,184 milhões de hectares em pouco mais de três anos de atividade e, com a maior conectividade no campo, essa quantidade tende a crescer.

Para Alexis Hakim, gerente de business intelligence que fica responsável pela inteligência de dados da startup, hoje existem diversos serviços que revolucionam positivamente os resultados obtidos nas propriedades brasileiras. Antes, o produtor não conseguia avaliar a aderência, acerto e falha das aplicações, por exemplo. Em alguns casos, por conta disso, o produtor sofria perdas significativas devido à infestação de pragas ocasionadas pela má distribuição dos defensivos.

“Agora, em 12 horas, com o aplicativo é possível identificar se a aplicação foi satisfatória ou não. O que favorece a agilidade na tomada de decisão, tudo graças à evolução digital”, enfatiza Alexis. O profissional também pontua que a conectividade no campo ainda é uma realidade em evolução, que tende a ser mais ampla e vantajosa.

Com plantações nos estados da Bahia e Minas Gerais, a Xingu Agri, referência na produção de algodão, é um exemplo de como os serviços da Perfect Flight ajudam na obtenção de produtividade. “Além do ganho tem a questão de otimização do tempo. As plantações são em estados diferentes e distantes. Mas a conectividade com a internet permite que os dados cheguem ao produtor em um período mais rápido. Sem perda de tempo”, analisa Tahishi Nitta, diretor de produção da Xingu Agri

O diretor ainda ressalta que “a atividade de monitoramento melhora a qualidade da aplicação e, consequentemente, da nossa produção. Aderimos ao serviço da Perfect Flight há dois anos e, na época, nossa equipe de tecnologia investiu em conectividade por conta da chegada da Perfect Flight. E também para melhorar outras questões e equipamentos que dependem do sinal da web”. Segundo Nitta, a conectividade no campo está, ainda, atrelada ao desenvolvimento sustentável da agricultura.

Alexis conta que “existem empresas trabalhando para o melhoramento da conectividade no campo neste momento. Tanto gigantes da telecomunicação como startups em busca de soluções”. Ele ressalta, porém, que por causa do tamanho do território nacional ainda deve levar um tempo para que toda a extensão rural do país esteja conectada.

Para driblar a situação e não depender apenas dos investimentos governamentais, os agricultores brasileiros têm alternativas. Uma já utilizada pela maioria é adesão da internet via satélite, pontua o gerente de business intelligence.

 

Nas sedes das fazendas com esse tipo de conectividade, o desafio é expandir o serviço ao campo. Ciente dessa dificuldade, o processamento dos dados do aplicativo da Perfect Flight dispensa o sinal de internet. “O produtor só precisa da conectividade para submeter os logs. Que é uma espécie de arquivo de voo que contém dados aéreos e da pulverização”, explica Alexis, mas ele ainda indica ao cliente, no mínimo, conectividade na sede da propriedade.

 

No entanto, para ampliar a gama de cliente e a satisfação daqueles que já aderiram ao serviço, a Perfect Fligth vem se estruturando para entregar funcionalidades que não dependam da conectividade em 100% do tempo. “Na versão do aplicativo em desenvolvimento, os dados ficarão armazenados no aparelho do produtor e o acesso às últimas aplicações poderá ser feito off-line. Da mesma forma, o cliente conseguirá consultar informações atualizadas de mercado”, explica Alexis.

Para o profissional, a baixa conectividade no campo é um desafio, já que “inviabiliza análises mais rápidas”. Uma forma de entregar cada vez mais valor ao mercado, mesmo diante desse cenário, é agregar ao aplicativo novas ferramentas sistematicamente. “Mais recentemente, acoplamos ao sistema a função meteorológica. Com isso, ajudamos o produtor a evitar a aplicação em períodos de garoa, chuva, vento para não desperdiçar produtos e, em consequência, dinheiro”, afirma.