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Cooperativa gaúcha investe R$ 300 milhões em etanol de grãos

A assinatura aconteceu na sede do governo na Expointer (Foto Carlos Macedo/ Divulgação)
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Para agregar valor à produção de seus associados e produtores, a cooperativa Cotrijal está investindo em um projeto de instalação de uma indústria de produção de etanol em Não-Me-Toque, RS. Depois de mais de dois anos de estudos e alinhamentos com o Conselho de Administração, a cooperativa assinou, na última quarta-feira, 31, a assinatura de um protocolo de intenções com o governo do Rio Grande do Sul para a instalação da indústria.

O documento estabelece ações articuladas para possibilitar o investimento de cerca de R$ 300 milhões por parte da cooperativa em até quatro semestres. A assinatura ocorreu durante a 45ª Expointer.

A  indústria, que tem construção prevista para começar no primeiro trimestre de 2023 com início das operações em 2024, terá capacidade de produção de 70 milhões de litros por ano. O presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, afirmou que o projeto tem como foco o aproveitamento das culturas de inverno para a produção do biocombustível, com o envolvimento total dos produtores da região.

Uma vez que a região não oferece boas condições para o plantio e cultivo da cana-de-açúcar, a produção do biocombustível utilizará outras matérias-primas de inverno, como trigo e triticale. O presidente da Cotrijal, Nei César Manica, também considera a produção de etanol à base de milho no verão.

“A iniciativa vai estimular o aumento da produção dessas culturas no Rio Grande do Sul para que possamos gerar mais renda para o produtor e retorno em ICMS para o governo, além de aumentar a produção deste insumo tão importante para a nossa economia e para o meio ambiente”, afirmou.

O investimento atenderá uma necessidade do Estado do RS, que produz apenas 2% do etanol consumido. O restante vem de outras regiões do país. O protocolo estabelece ações no âmbito da Secretaria da Fazenda, como o diferimento do pagamento de ICMS devido nas aquisições de máquinas e equipamentos de fornecedores localizados no Rio Grande do Sul, assim como de acessórios, sobressalentes e ferramentas que acompanhem esses bens e que sejam produzidos no estado.

“Esse empreendimento, além de gerar emprego, renda e desenvolvimento na região, também contribui para diminuir a dependência gaúcha da produção de etanol de outros estados”, afirmou o governador do estado, Ranolfo Vieira Júnior.

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