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Crédito rural: desembolsos do Plano Safra têm queda de quase 24%

Principal região produtora de cana do país, o Sudeste deve registrar uma colheita de 424,5 milhões de toneladas, 3,4% inferior ao registrado em 2024/25.
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Entre julho e novembro do atual Plano Safra, foram concedidos R$ 176,2 bilhões em financiamentos aos produtores

Em um ano marcado por juros altos e maior aversão ao risco dos bancos em decorrência do aumento dos problemas climáticos no campo, o desembolso de crédito rural oficial caiu quase 24% nos cinco primeiros meses do Plano Safra 2024/25 na comparação com o mesmo período do ciclo anterior.

Entre julho e novembro do atual Plano, foram concedidos R$ 176,2 bilhões em financiamentos aos produtores. No mesmo intervalo um ano antes, os desembolsos haviam somado R$ 231,1 bilhões.

Todas as modalidades de crédito registraram queda no período, com destaque para as operações de comercialização e industrialização que caíram quase pela metade na comparação dos períodos. Os dados foram extraídos do sistema do Banco Central em 5 de dezembro e compilados pelo Valor.

Os números se referem ao crédito rural efetivamente desembolsado e podem mudar conforme a data de acesso ao sistema do BC, pois operações já contratadas começam a ser liberadas.

A queda nas contratações do crédito rural está concentrada nos grandes produtores. O montante desembolsado para esse público caiu de R$ 165 bilhões de julho a novembro de 2023 para R$ 106,6 bilhões no mesmo período da safra 2024/25.

O movimento espelha o que ocorreu com as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), que foram a principal fonte dos financiamentos em 2023, com mais de R$ 92,2 bilhões desembolsados nos cinco primeiros meses da temporada. Agora, o montante recuou para R$ 38,5 bilhões. Os títulos abastecem, principalmente, linhas com juros livres destinadas a produtores rurais de grande porte.

Os agricultores familiares, que acessam o Pronaf, praticamente mantiveram o ritmo de financiamento, com quase R$ 32 bilhões nos cinco meses analisados. A categoria dos médios produtores foi a única a crescer: os financiamentos passaram de R$ 33,3 bilhões entre julho e novembro da safra passada para R$ 37,8 bilhões em igual intervalo do ciclo atual.

Nesse período, o número de contratos de financiamentos do Plano Safra também caiu, de 1,1 milhão para 950 mil, conforme os dados do Banco Central.

Apesar da redução na defasagem em relação ao ciclo anterior, os dados expõem a necessidade de estratégias para fortalecer o acesso ao crédito no campo, assegurando a continuidade da produção agropecuária, disse o economista Cláudio Brisolara, da Federação da Agricultura e Pecuária de São Paulo (Faesp), em postagem recente.

Enquanto o crédito rural oficial se retrai, as operações de financiamento privado com as Cédulas de Produto Rural (CPRs) aumentam. Até outubro deste ano, o estoque desses títulos alcançou R$ 446,3 bilhões, crescimento de 55% em relação ao mesmo mês de 2023.

Com informações do Globo Rural / Rafael Walendorff
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