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A demanda por diesel no Brasil deve crescer 4,4% em 2021, impulsionada principalmente pelo transporte de commodities agrícolas e de itens domésticos. É o que aponta a S&P Global Platts Analytics, principal fornecedora independente de informações e preços de referência para os mercados de commodities e energia.

Em análise divulgada ao mercado, a Platts Analytics avalia que a demanda por diesel no país se manteve resiliente mesmo no cenário de pandemia em 2020 e que, em março de 2021, período marcado pelo bloqueio de importantes regiões como o estado de São Paulo, a procura pelo combustível foi expressiva, acumulando alta de 16,3% no ano (158 mil barris a mais por dia).

Para atender à demanda crescente de diesel, a Platts Analytics sugere que o Brasil eleve sua produção interna ou aumente as importações, ou ainda que tome ambas as iniciativas, principalmente em meio a um cenário incerto gerado por riscos de novas ondas de infecção por COVID-19 que podem prejudicar a previsão de crescimento.

Biodiesel

A análise ainda traz uma avaliação do mercado de biodiesel no país, que viu a demanda aumentar desde o início da pandemia.

Em meio ao crescimento da procura por soja, que levou os preços da commodity a níveis recordes, o valor pago pelo biodiesel também disparou, com o governo intercedendo em algumas frentes. Em março deste ano, o mandato de biodiesel subiu para 13%, mas em pouco tempo foi reduzido para 10%, sendo a redução estendida até agosto de 2021.

Após a redução anunciada, a Platts Analytics estima um aumento de 2,3% na demanda por biodiesel no ano (113 mil barris por dia a mais).

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