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Economia: inflação poderá favorecer o Real

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As moedas dos mercados emergentes estão enfrentando uma perspectiva desafiadora devido à baixa demanda de commodities da China e às preocupações com as taxas terminais do Fed.  No entanto, há espaço para o Real se valorizar, pois os diferenciais de taxas de juros permanecerão altos.

De acordo com o relatório semanal de macroeconomia da hEDGEpoint Global Markets, o Brasil tem muitos riscos inflacionários no horizonte, portanto o BCB (Banco Central do Brasil) provavelmente manterá sua atual postura. Alguns desses riscos inflacionários são as críticas do governo à política monetária do BCB e sua independência; o restabelecimento dos impostos federais sobre combustíveis, que elevarão os preços dos combustíveis; o apertado mercado de trabalho brasileiro e as preocupações com o novo arcabouço fiscal.

“Os últimos dados de inflação e atividade divulgados para a economia dos EUA surpreenderam positivamente, levando a um pico nos rendimentos de 10 anos e no DXY. Isso também enfraquece as moedas dos mercados emergentes já que o capital flui para ativos menos arriscados. Apesar das perspectivas desafiadoras para os mercados emergentes, ainda vemos espaço para o Real apreciar. Olhando para os modelos de Fair Value, podemos ver que o USD/BRL deveria estar sendo negociado em patamares mais baixos de uma perspectiva fundamentalista, pois os diferenciais de taxas de juros – uma das principais variáveis em nosso modelo – provavelmente permanecerão elevados ao longo de 2023. Neste relatório vamos cobrir os principais fundamentos que sustentam nossa visão de que o BRL superará seus pares emergentes”, afirma Alef Dias, analista da hEDGEpoint Global Markets em relatório.

As pressões inflacionárias podem manter os diferenciais de rendimento elevados

Uma das principais razões por trás da visão positiva para a moeda brasileira é um tanto quanto contraintuitiva. A inflação, que geralmente penaliza uma moeda – pois diminui o poder de compra da mesma em relação a outras moedas – pode na verdade ser um aliado do BRL no cenário atual.

De acordo com Dias, desde setembro passado, o IPCA do Brasil é inferior ao CPI americano, enquanto as taxas de juros do Brasil têm sido muito mais altas – mesmo com o aperto monetário do Fed. “Isto significa que uma inflação ligeiramente mais persistente e alta nos próximos meses pode ser surpreendentemente positiva para a moeda brasileira, já que o Brasil está enfrentando um nível de inflação mais baixo em comparação com os EUA e – para combater a inflação – o BCB (Banco Central do Brasil) provavelmente manterá o diferencial de taxas de juros elevado”, disse.

O que eleva as expectativas de inflação no Brasil?

Segundo Dias, o primeiro fator é que o governo brasileiro atual tem criticado a política monetária do BCB e questionado sua independência e o sistema de metas de inflação. Os agentes do mercado acreditam que um banco central independente pode tomar decisões baseadas exclusivamente em fatores econômicos e não políticos.

Isto significa que a política monetária pode ser definida com base nas necessidades da economia e não nos interesses de políticos ou grupos de interesses. No Brasil, um banco central independente tem ajudado a controlar a inflação, estabilizar a moeda e manter um sistema financeiro sólido. Consequentemente, quaisquer ameaças ao atual quadro monetário geralmente levam a expectativas de inflação mais altas.

Vemos pouco risco de que Lula desafie a independência formal do banco central de fato, ou tente aumentar as metas de inflação, pois nenhuma dessas medidas traria benefícios econômicos que superassem os custos políticos e reputacionais no mercado. No final do dia, o BCB provavelmente manterá seu atual posicionamento mais hawkish.

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