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A energia elétrica produzida pelas usinas de cana-de-açúcar chama a atenção pelo volume produzido. Até 2020, a eletricidade fornecida pelos canaviais atendia a 18,5% do consumo residencial. Quando todos os setores (residencial, industrial e comercial) estão envolvidos, a participação é de 5%. A cana, além de produzir eletricidade, tem a matéria-prima para adoçantes e é o principal biocombustível para veículos flex.

Geração de energia elétrica

Em quantidade, a geração total produzida pelas usinas de cana-de-açúcar é de 27.426 gigawatts-hora, o suficiente para atender 11,7 milhões de domicílios. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), quem ainda lidera a produção de eletricidade no país é a eletricidade gerada por hidrelétricas, que responde por 77% da geração total de eletricidade.

A bioeletricidade tem muito espaço para desenvolvimento. A Unica – a Maior Organização Representativa do Setor de Açúcar e Etanol do Brasil, destacou que considerando a geração de energia em 2020, ela responde por apenas 11% do potencial de geração de energia açucareira da rede.

Emissão de gás carbônico

 O paradigma da bioeletricidade vai além. Exemplo disso é que a geração de eletricidade em 2020 evitou cerca de 6,3 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono (CO2). De acordo com Zilmar de Souza, gerente de bioeletricidade da Única, essa marca só pode ser alcançada com o plantio de 44 milhões de árvores nativas em 20 anos.

Outro exemplo: na colheita em fábricas da região centro-sul do país, 83% da geração de energia do canavial foi fornecida entre maio e novembro, para o setor elétrico brasileiro, esse período é o mais crítico, pois é responsável por deslocar térmicas caras e poupar água nos reservatórios das hidrelétricas.

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