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Emissão de CBios deve ficar ajustada à meta de 2025, estima Itaú BBA

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Cenário é de maior aperto entre oferta e demanda do que em anos anteriores

A emissão de Créditos de Descarbonização (CBios) em 2025 deve ficar bem ajustada à demanda que as distribuidoras são obrigadas a cumprir pelo programa RenovaBio, em uma situação de maior aperto entre oferta e demanda do que em anos anteriores.

Nas projeções do Itaú BBA, os produtores de biocombustíveis deverão emitir 40,2 milhões de CBios neste ano, considerando-se uma queda esperada nas vendas de etanol de 5% e uma expectativa de aumento das vendas de biodiesel em 11%.

O número é bem próximo dos 40,4 milhões de CBios de meta estabelecida pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para o setor de distribuição.

Porém, o número de CBios que as distribuidoras terão que efetivamente comprar deve ser até maior, já que dezenas de distribuidoras não cumpriram com suas metas de 2024, e agora terão que compensar a diferença neste ano.

Apesar do aumento da judicialização do programa em 2024, a aprovação da lei 15.082/2024 no penúltimo dia do ano passado aumentou as punições previstas às empresas que não cumprirem com suas obrigações de compra de CBios. Por isso, o Itaú BBA considera que “as perspectivas são de um aumento do percentual de distribuidoras que fiquem adimplentes com o programa RenovaBio” neste ano.

Segundo o banco, as metas individuais contarão com o incremento dos 10,6 milhões CBios que não foram aposentados em 2024. Com isso, o número total de CBios que deverá ser adquirido neste ano deve chegar a 51 milhões.

Embora a emissão de CBios estimada seja menor do que este patamar, há um volume de CBios na mão de produtores de biocombustíveis e de distribuidores e que é capaz de atender essa demanda, ainda que também de forma justa.

Segundo o Itaú BBA, havia 16,4 milhoes de CBios em estoque no dia 31 de dezembro de 2024 (já considerando os CBios aposentados antecipadamente relativos ao cumprimento da meta de 2025). Deste volume, 13,3 milhões de CBios estavam na mão dos produtores de biocombustíveis, e 2,9 milhões já estavam na mão das distribuidoras, mas ainda não haviam sido aposentados.

Em 2024, o preço médio do CBio ficou em R$ 80,90, uma queda de 27% em relação ao ano de 2023. A emissão de CBios cresceu 19%, para 42,1 milhões, acima da meta estabelecida pelo CNPE para o ano de 2024.

A meta para o ano era de 38,78 milhões de CBios, mas somando-se as metas individuais não cumpridas em anos anteriores, o volume total de CBios que as distribuidoras tinham que comprar subia para 46,4 milhões.

Na prática, porém, as distribuidoras aposentaram menos CBios do que o total emitido pelos produtores. Foram aposentados 35,72 milhões de CBios, o que representou um cumprimento de 77% da meta total.

Com informações do Globo Rural / Camila Souza Ramos
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