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Empresa de energia solar amplia parceria com a Raízen

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A empresa de energia solar GDSun anunciou o fechamento de novos contratos com a Raízen, dobrando a potência instalada de usinas fotovoltaicas que construirá para operar e arrendar à companhia sucroenergética. Os investimentos são de R$ 103 milhões.

Conforme divulgado pela Reuters, em outubro foram assinados com a Raízen quatro novos contratos para construção e arrendamento de usinas de geração distribuída solar. Agora, a parceria entre as empresas atinge 49 MWp em projetos espalhados nos estados de São Paulo, Bahia, Pernambuco e Ceará. Parte das usinas já está em operação, e a expectativa é de que todas estejam energizadas até o final do primeiro semestre de 2023.

Quem fará a comercialização da energia gerada por esses empreendimentos junto ao consumidor final é a Raízen, que vem apostando nos últimos anos em soluções diversificadas para ajudar seus clientes na transição energética para fontes limpas e renováveis.

Operando no mercado desde 2020, a GDSun investiu cerca de R$ 1 bilhão para constituir um portfólio-base de 218 MWp em usinas solares. Esses empreendimentos são construídos e operados para empresas de diversos segmentos, como varejo e telecomunicações, que usam essa energia para atender seu próprio consumo ou então comercializá-la para sua base de clientes.

Em entrevista à Reuters, o CEO da GDSun, Arthur Sousa, afirmou que a empresa trabalha agora em uma nova onda de crescimento, com um novo “pipeline” de 260 MWp, que prevê também a ampliação de parcerias atuais, além do desenvolvimento de novas. “Estamos conversando desde empresas do setor de óleo e gás, telecomunicações, até seguradoras, por exemplo, que querem entrar nesse mercado (de energia)”, disse Sousa.

Nas negociações em andamento, o executivo diz notar um interesse cada vez maior das empresas em aproveitar sua própria base de clientes para comercializar energia solar, fonte que vem ganhando espaço na matriz elétrica brasileira. “Aí a gente (GDSun) só entra como parceiro de geração de energia”, explicou.

O valor dos investimentos para a construção dos próximos 260 MWp ainda não está fechado, mas deve ficar acima dos R$ 1 bilhão aportados até agora, afirmou o executivo.

As próximas usinas também contarão com os benefícios das regras atuais do segmento de geração distribuída de energia, que devem mudar nos próximos anos. Hoje, consumidores com sistemas próprios de geração, como painéis solares em telhados, têm uma série de benefícios que reduzem o valor da conta de luz, como isenção de alguns componentes tarifários.

Com informações da Reuters/ Letícia Fucuchima, editado por RPAnews
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