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Aplicação de giberelina via gotejamento para promover o crescimento do canavial no inverno

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*Por Daniel Pedroso

Dos fatores que interferem na produtividade agrícola da cana-de-açúcar, estudiosos apontam que o clima representa aproximadamente 50%. Um dos motivos que justifica esse dado é que a cana-de-açúcar é uma integrante da família Poacea (antiga gramínea) e uma planta C4, ou seja, responde de maneira muito positiva a luz, temperatura e água.

No entanto, quando falamos de clima não podemos considerar somente as chuvas, mas também a temperatura média e a radiação solar. E a variação que ocorre durante o ano pode interferir ou definir a produtividade da cana-de-açúcar.

Por exemplo, no Estado de São Paulo observamos claramente que há um decrescimento da radiação solar e temperatura entre os meses de Maio a Setembro, dessa maneira observamos que nesse período o crescimento do canavial é menor e dependendo da região até nulo. Fato muito parecido na região nordeste, onde entre os meses de Maio a Agosto (inverno) há uma diminuição gradativa do desenvolvimento da planta devido ao excesso de chuva e nebulosidade, o que leva a baixa radiação.

Para mitigar esse efeito, Usinas que adotam a irrigação por gotejamento vêm testando um manejo que está aparentemente demonstrando resultados positivos, a aplicação do hormônio giberelina via sistema de irrigação para promover o crescimento da cultura nesse período.

As fotos abaixo mostram canaviais irrigados por gotejamento (colhido nos meses de Dezembro) onde foi aplicado o hormônio giberelina no início do período de queda do potencial de crescimento e em comparativo a sua testemunha.

Veja abaixo: Sem aplicação e com a aplicação de hormônio

   

Conseguimos observar claramente que onde foi aplicado o hormônio o canavial não promoveu o encarretelamento enquanto na testemunha houve esse fenômeno.

Isso demonstra que o sistema de irrigação por gotejamento não é apenas somente um equipamento de aplicação de água, mas sim um sistema que promove a flexibilidade de manejo para a cultura de cana de açúcar

*Daniel Pedroso é especialista agronômico da Netafim Brasil

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