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Empresa do grupo Otávio Lage, recebe nota máxima brAAA’ da S&P Global Ratings

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A perspectiva estável do rating indica a expectativa de que os volumes de moagem da empresa continuarão aumentando nos próximos dois anos, em linha com sua produtividade acima da média do setor

A empresa Planagri, do Grupo Otávio Lage, recebeu a nota máxima ‘brAAA’ pela agência de classificação de risco S&P Global Ratings. O Grupo, que fatura R$ 2,4 bilhões e atua em diversos segmentos do agronegócio – açúcar, etanol, energia, pecuária, grãos, borracha natural e imobiliário – tem a Jalles como sua principal subsidiária.

Segundo a S&P Global Ratings, a Planagri continuará se beneficiando dos preços os favoráveis do açúcar na safra 2024/2025, enquanto os do etanol tendem a se normalizar, isso em meio a maiores níveis de moagem impulsionados pelos resultados na Usina Santa Vitória e pelos investimentos (capex) em produtividade.

“Ao mesmo tempo, os demais negócios da empresa também devem reportar melhores resultados, em função dos menores preços de bezerro na pecuária e ganhos de escala no segmento de borracha natural. Nesse contexto, projetamos índice de dívida líquida s obre EBITDA caindo para abaixo de 2,0x, ante o pico de 2,6x no ano fiscal de 2024, em linha com o histórico, ainda que o fluxo de caixa livre permaneça pressionado devido ao capex elevado. A inda assim, esperamos que a empresam mantenha níveis confortáveis de liquidez, com fontes de caixa excedendo os usos em mais de 20%”, afirmou a S&P Global Ratings.

Ainda e acordo com a S&P Global Ratings, a perspectiva estável do rating indica a expectativa de que os volumes de moagem da empresa continuarão aumentando nos próximos dois anos, em linha com sua produtividade historicamente acima da média do setor. Tal aumento deve beneficiar a sua rentabilidade em meio a preços de açúcar e etanol mais estáveis, permitindo a manutenção de um nível de alavancagem, medida por dívida líquida s obre EBITDA, abaixo de 2,0x.

Com duas usinas no estado de Goiás (Jalles Machado e Otavio Lage) e um a em Minas Gerais (Santa Vitória), a Jalles Machado S.A. (BB/Estável/– e brAAA/Estável/–) a companhia possui um a capacidade de moagem de cerca de 9 milhões de toneladas por safra.

“Sua usinas em Goiás estão localizadas a cerca de 60 quilômetros de distância um a da outra, permitindo importantes ganhos de sinergia em logística e disponibilidade de matéria-prima, enquanto a aquisição de Santa Vitória em 2022 concedeu à empresa certa diversificação geográfica. Por outro lado, vemos o setor de açúcar e etanol como altamente fragmentado e competitivo, com a Jalles competindo diretamente com players locais de maior escala, como a Raízen S.A. (BBB/Estável/– e brAAA/Estável/–) e a São Martinho S.A. (BBB-/Estável/– e brAAA/Estável/–), o que limita s uas vantagens competitivas”, disseram os analistas da S&P Global Ratings.

Ainda assim, de acordo com a análise, a Jalles possui um a melhor diversificação de portfólio do que outras empresas do segmento, com maior exposição ao açúcar orgânico, saneantes e levedura, que possuem melhores margens. Além disso, a empresa possui flexibilidade para gerenciar seu mix de produção entre açúcar e etanol buscando otimizar os ganhos em relação a volatilidade dos preços dessas commodities. A Jalles também possui um histórico de produtividade (TCH) acima da média do setor nos últimos anos, em torno de 90 toneladas de cana-de-açúcar por hectare nas usinas de Jalles Machado e Otávio Lage, enquanto a Santa Vitória tem reportado ganhos de produtividade consideráveis desde sua aquisição, atingindo 69,8 t/ha na safra 2023/2024, versus 60,2 t/ha na safra anterior.

“Tal produtividade é resultado em grande parte dos investimentos da Jalles em irrigação, possuindo atualmente um a capacidade de irrigação de 40% da sua área cultivada. Atualmente, a Planagri controla a Jalles com um a participação de 36% desde a oferta pública de ações (IPO – Initial Public Offering) da subsidiária em 2021. A Jalles, por sua vez, representa mais de 85% da geração de EBITDA, fluxo de caixa e dívida da Planagri. As demais linhas de atuação da Planagri correspondem principalmente à pecuária (6,4% da receita bruta no ano fiscal de 2024),borracha natural (1,6%) e soja (1,5%)”, afirmaram os analistas da S&P Global Ratings.

Natália Cherubin para RPAnews

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