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Estudo revela bioprodutos de alto valor agregado extraídos da cera da cana-de açúcar

A ideia dos pesquisadores é gerar uma cana-de-açúcar mais fácil de sacarificar, ou seja, de extrair os açúcares das celuloses, o que impactaria em 30% dos custos de produção.
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Resultados inovadores em estratégias de biorrefino acabam de ser publicados nos EUA, mostraram que é possível produzir bioprodutos a partir da cera de cana-de-açúcar, através de técnicas ultrassônicas.

A pesquisa é fruto da cooperação trinacional entre pesquisadores das Redes de Tecnologias Limpas (TECLIM) das Universidades Federais da Bahia (UFBA, Brasil) e do Sul da Bahia (UFSB, Brasil), do Departamento de Engenharia Agrícola e Florestal da Universidade de Valladolid (UVA, Espanha) e do Instituto Cubano de Investigaciones de los Derivados de la Caña de Azúcar (ICIDCA, Cuba).

Publicados pela Revista Biomédica de Pesquisa Científica e Técnica, os resultados integram uma pesquisa experimental e tecnoeconômica mais abrangente, em curso desde 2020 pelo professor Rilton Primo (UFBA), sob a orientação do professor Ricardo Kalid (UFSB) e coorientação dos professores Jesús Martín-Gil (UVA), Pablo Ramos (UVA) e Manuel Ríos (ICIDCA), com vistas à detecção e extração de bioprodutos de alto valor agregado, por tecnologias verdes, a partir de biomas locais.

“Identificando a presença de ácidos palmítico e linoleico” na cera da cana, entre outros componentes. Os pesquisadores salientam que “misturas destes bioprodutos são comercializadas como coadjuvantes de herbicidas, fungicidas, acaricidas e inseticidas para aplicação foliar de fruteiras e cultivos hidropônicos. A elevada percentagem de ácidos gordos e seus ésteres no extrato hidrometanólico liofilizado da cera da planta permite que este produto seja considerado um biocombustível, embora, no caso particular do ácido linoléico, suas aplicações se estendam à criação de produtos de limpeza, químicos e farmacológicos.”

Financiada, em parte, pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), estas pesquisas despertam interesses não apenas acadêmicos e científicos, já que tem aplicações farmacológicas, agrícolas, nutracêuticas e industriais, mas também em unidades produtivas de pequeno e médio porte operáveis por comunidades tradicionais e associações de pequenos produtores rurais, com impactos socioeconômicos e ambientais convergentes aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) instituídos pela Organização das Nações Unidas (ONU).”

Informações do portal Vermelho
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Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

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