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Etanol anidro a partir do milho cresce 17% depois de desoneração

Imagem/Ilustrativa: RPAnews
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Depois da desoneração federal dos combustíveis, a produção de etanol anidro a partir do milho no Brasil cresceu 17%  na safra 2022/23. A informação foi divulgada em um estudo da Unem (União Nacional do Etanol de Milho), divulgada ontem,19.

Estimada inicialmente em 1,47 bilhão de litros do combustível de milho, a produção de etanol anidro deve encerrar a safra ao final de março em 1,72 bilhão de litros. Já a produção de etanol hidratado a partir de milho, que havia sido projetada em 2,92 bilhões de litros, deverá terminar a temporada em 2,67 bilhões de litros, o que significa uma queda de 8,6%.

De acordo com o presidente executivo da Unem, Guilherme Nolasco, em entrevista para a Reuters, o setor tem flexibilidade de alternar a produção de etanol hidratado para anidro, evitando prejuízos. No entanto, o aumento de consumo de gasolina frente ao etanol tem vários impactos negativos.

“Força a demanda por etanol anidro e diminui a oferta de hidratado no mercado em meio a entressafra da cana-de-açúcar”. O etanol de cana responde pela maior parte do abastecimento, com produção de mais de 25 bilhões de litros no acumulado da safra.

Para Nolasco, a desoneração acaba estimulando o aumento de importação de gasolina e inicia um círculo vicioso de diminuição da competitividade do biocombustível frente ao combustível fóssil e fuga de divisas.

Outro ponto é o maior consumo de um combustível mais poluente, no caso, a gasolina. “Quando o governo desonera os derivados de petróleo vai na contramão dos acordos internacionais para redução das emissões de gases de efeito estufa e de mudanças climáticas”, disse o presidente da Unem.

O etanol de milho tem ajudado a diminuir os preços na entressafra de cana. Segundo dados da Unem, nas últimas cinco safras a produção de etanol de milho no Brasil aumentou 450%, passando de 790 milhões de litros na temporada 2018/19 para 4,39 bilhões de litros na safra 2022/23.

O processamento de milho pelo setor passou de 1,47 milhão de toneladas para 10,1 milhões de toneladas, mas a safra nacional cresceu mais neste intervalo, garantindo a oferta da matéria-prima.

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Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

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