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Etanol paraguaio ganha espaço no Brasil

Mato Grosso é o 2º estado com o menor preço médio de venda do etanol do Brasil, mesmo com as últimas altas no valor desse combustível.
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A indústria Paraguaya de Alcoholes SA (Inpasa), maior produtora paraguaia de etanol à base de cereais, exporta 40% de sua produção para os mercados do Chile, Colômbia e Brasil, segundo a mídia local Infonegócios, citando entrevista Enzo Olmedo, diretor da empresa.

Segundo as informações, a demanda por gasolina sofreu uma queda vertiginosa de até 70%, arrastando o bioetanol, o que obrigou a Inpasa a buscar mercados fora do país para manter sua capacidade produtiva e não perder competitividade.

Segundo Olmedo “A decisão de conseguir novos mercados foi tomada para não ter que suspender os trabalhadores e deixar de beneficiar milhares de pessoas envolvidas na rede”, publicou o Infonegocios.

“Uma indústria desse porte é lucrativa quando trabalha em sua capacidade máxima, no maior espaço de tempo, por isso desde sua inauguração tivemos apenas uma semana de suspensão da produção, que era para manutenção da planta”, acrescentou a mídia paraguaia, citando palavras do executivo.

A Inpasa possui uma planta industrial na cidade de Nueva Esperanza, departamento de Canindeyú e outra em Guayaibí, no departamento de San Pedro.

Oferece ao mercado produtos como o álcool industrial (álcool absoluto), além do álcool utilizado no setor de combustíveis (álcool combustível) à base de milho e sorgo.

“O álcool industrial é um produto muito procurado hoje porque é utilizado na produção de artigos de uso doméstico, que estão sendo muito demandados no contexto da pandemia. Isso nos permitiu exportar para o Chile e a Colômbia”, disse o executivo à Infonegocios.

O álcool combustível é exportado para o Brasil, onde também tem uma fábrica no estado de Mato Grosso (Inpasa SINOP), que segundo a empresa é a maior unidade de processamento de biocombustíveis de milho da América Latina.

A grande demanda brasileira por álcool carburante supera em muito a capacidade de produção e por isso, como empresa, decidiram entrar nesse mercado e “ainda há oportunidades de crescimento”, finalizou.

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Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

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