Brasil embarcou 2,7 milhões de toneladas no mês, enquanto preço médio do produto ficou 9,7% abaixo do registrado um ano antes
As exportações brasileiras de açúcar somaram 2,699 milhões de toneladas em setembro, queda de 16,8% em relação ao mesmo mês de 2025. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a receita com os embarques alcançou US$ 969,7 milhões, recuo de 24,9% na comparação anual.
O preço médio do açúcar exportado também ficou abaixo do registrado há um ano. Em setembro, o produto foi negociado, em média, a US$ 359,20 por tonelada, valor 9,7% inferior ao observado no mesmo período de 2025.
Apesar da retração na comparação anual, os números de setembro ficaram ligeiramente acima dos registrados em agosto deste ano. No mês anterior, o país havia exportado 2,695 milhões de toneladas, com receita de US$ 943,1 milhões e preço médio de US$ 349,90 por tonelada.
Com isso, a receita obtida com as exportações aumentou cerca de 2,8% entre agosto e setembro, enquanto o preço médio avançou aproximadamente 2,7%. O volume permaneceu praticamente estável.
Receita recua mais de 27% no ano
No acumulado entre janeiro e setembro de 2026, as exportações brasileiras de açúcares somaram aproximadamente US$ 7,38 bilhões. O resultado representa queda de 27,4% em relação ao mesmo período de 2025.
A redução contrasta com o desempenho geral das exportações brasileiras. Em setembro, as vendas externas do país cresceram 12,9% na comparação com igual mês do ano passado, alcançando US$ 34,42 bilhões.
No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, as exportações totais brasileiras chegaram a US$ 284,65 bilhões, avanço de 10,4% sobre igual período de 2025.
Em setembro, o açúcar respondeu por 2,8% do valor total exportado pelo Brasil, segundo os dados do MDIC.
Natália Cherubin para RPAnews


