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Futuros de açúcar bruto atingem pico de dois meses e meio na ICE

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Os contratos futuros de açúcar bruto negociados na ICE subiram quase 2% nesta terça-feira, 2, atingindo o maior preço em dois meses e meio, em meio à continuidade do clima seco no Brasil e após a grande entrega do contrato de julho.

O contrato do açúcar bruto com vencimento em outubro fechou em alta de 0,38 centavo de dólar, ou 1,9%, indo a 20,61 centavos de dólar por libra-peso. O contrato atingiu anteriormente 20,78 centavos de dólar, o preço mais alto desde 12 de abril.

Os comerciantes disseram que o mercado ainda estava digerindo o resultado do vencimento de julho, com a entrega sendo vista como grande, mas ligada ao interesse de alguns produtores em receber o produto, o que poderia indicar uma forte demanda do mercado.

Segundo Dennis Kissler, do BOK Financial, ocorreu alguma realização de lucros, após ganhos recentes motivados em parte pelos temores com o quadro geopolítico, como o risco de confronto entre o grupo libanês Hezbollah e Israel. Na avaliação dele, os fundamentos no mercado “não necessariamente justificam o mais recente rali”.

Kissler também mencionou a postura “ainda bastante hawkish [agressiva]” do Fed, após Powell dizer, novamente, que o BC americano ainda busca maior confiança, antes de decidir cortar os juros.

Ainda assim, os contratos não estavam distantes de máximas em dois meses, diante de tensões geopolíticas e do otimismo com a demanda sazonal por causa do feriado de 4 de julho nos EUA, que apoia o consumo de combustíveis para viagens.

As tensões geopolíticas no Oriente Médio, por sua vez, elevam temores de potenciais problemas na oferta no Golfo Pérsico, segundo Hani Abuagla, analista sênior de mercado da XTB Mena. O furacão Beryl também afetava o sentimento, por ameaçar a produção de petróleo caso se direcione para o Golfo do México, acrescentou Abuagla, em nota a clientes.

Sobre as tensões geopolíticas, o CEO da Maersk, Vincent Clerc, afirmou em evento online na segunda-feira que os próximos meses devem ser “desafiadores” para o transporte de cargas, pois problemas no transporte no Mar Vermelho devem continuar no terceiro trimestre.

A Maersk e outras empresas do setor têm redirecionado embarcações para o Cabo da Boa Esperança desde dezembro, para evitar ataques de militantes houthis no Mar Vermelho, mas isso eleva custos desse transporte.

Com informações da Agência Estado.

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