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A Índia, que anunciou recentemente o aumento da mistura de etanol em seus veículos, também está antecipando um plano para estimular o uso de motores flex na frota de veículos do país, com o objetivo de controlar a escalada no preço da gasolina e reduzir a emissão de carbono.

A notícia foi dada nesta segunda-feira, 28, por Nitin Gadkari, ministro dos Transportes da Índia e será detalhada ao longo dos próximos meses, quando o governo revelará planos de estímulos e as novas regras do setor energético da Índia.

Segundo Gadkari, ao invés de modelos movidos somente a etanol, a intenção do governo é ter uma frota com motores flex fuel, assim como já existe no Brasil e EUA.

O motivo principal da mudança tem a ver com os preços dos combustíveis na Índia. Só para se ter uma ideia, o litro de gasolina chega a quase R$ 6,65, enquanto o etanol poderia custar por volta de R$ 4 reais, segundo o governo indiano.

Com uma frota com mais de 30 milhões de veículos, Gadkari afirmou ainda que é preciso que grandes marcas como Toyota e Mercedes Benz lancem veículos flex no país para que a Índia fique ainda menos dependente da importação de petróleo, que hoje corresponde a 82% da demanda da Índia.

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