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ATR: remuneração do produtor deve ser a melhor em 4 anos

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A questão da exportação de açúcar e a valorização do etanol, como consequência dos preços internacionais, do aumento da demanda e retração da produção do biocombustível, tem construído um bom cenário de preços para ambos os mercados, sustentando um avanço na remuneração do kg da cana-de-açúcar.

As últimas projeções do Pecege, indicam que o preço médio do ATR será de 1,0238, o que significa um crescimento de 31,54% em relação a safra 2020/21.

A redução da quantidade de cana ofertada na safra 2021/22 fará com que os preços de açúcar e etanol no mercado continuem firmes nos próximos meses, garantindo os preços elevados para a matéria-prima.

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“Diante deste nível de preços, excepcionalmente, espera-se que o custo-caixa de cana própria seja inferior ao custo de cana de terceiros – ainda que a política de pagamento seja o Consecana”, afirmam os especialistas dos Pecege em relatório especial.

Apesar do preço do Kg do ATR apontar para o maior já registrado no histórico, os analistas afirmam que isso ocorre devido a perda de poder de compra da própria moeda brasileira.

“Quando descontado os efeitos da inflação, notamos que valores próximos ou acima já foram registrados antes”, afirmam.

Se houver o aumento esperado de 5,56%no índice de preços entre maio de 2021 e março de 2022, o valor do ATR para a temporada 2021/22 deve ser próximo a R$ 0,9664 kg, apresentando um ganho de 17,51% acima da inflação, se comparado com o ano anterior.

“Esperamos preços elevados para esta safra. Casos os números de confirmem, a remuneração real do produtor deverá ser a mais elevada dos últimos quatro anos”, afirmaram os especialistas do Pecege em relatório. 

Por Natália Cherubin 

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