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Mesmo com a valorização observada nos combustíveis e o aumento da sua competitividade em relação ao açúcar, as projeções do Pecege apontam para uma remuneração superior do adoçante ao longo da safra 2021/22.

Com os preços internacionais no maior nível desde a temporada 2016/17, a atratividade do açúcar deve manter o mix da safra bem mais açucareiro.

Segundo último levantamento do Pecege sobre o mix de produção da safra,  as projeções apontam para um segundo ciclo consecutivo com proporção de açúcar em torno de 46%.

“Mesmo com a redução da moagem de cana esperada, a proporção ocupada pelo açúcar na destinação da cana deve permanecer semelhante ao da safra 2020/21”, afirmam os analistas do Pecege.

Valor do ATR deverá remunerar bem produtores

Apesar do preço do Kg do ATR ser um dos maiores já registrados na história, isso decorre da perda de poder de compra da própria moeda brasileira. De acordo com os analistas do Pecege, isso descontado os efeitos da inflação, mostram que valores de ATR próximos ou mesmo acima já haviam sido registrados antes.

“Considerando um aumento esperado de 5,56% no índice de preços entre maio de 2021 e março de 2022, o valor do ATR para a temporada 2021/22 deve ser próximo de R$0,9664, o que representa um ganho de 17,51% acima da inflação, comparativamente ao observado da safra anterior”, afirmam os analistas do Pecege.

Sendo assim, é esperado que os preços para esta safra sejam melhores do que a anterior. E, se as projeções se confirmarem, de acordo com o Pecege, os produtores de cana terão a remuneração real mais elevada dos últimos quatro anos.

Veja relatório COMPLETO do PECEGE: https://radarsucroenergetico.com/ 

Por Natália Cherubin 

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